A chamada “quadrilha da dinamite” se mostra cada vez mais audaciosa. Pela segunda vez em seis meses, caixas eletrônicos instalados na Prefeitura de Apucarana foram explodidos na madrugada de segunda-feira. O prédio público mais representativo do município foi atacado sem cerimônia. É um absurdo, que exige uma resposta das autoridades de segurança pública.
Os bandidos levaram dinheiro de caixas eletrônicos da Caixa Econômica Federal (CEF), a instituição responsável pelo processamento da folha de pagamento do funcionalismo municipal. Em junho do ano passado, o alvo foi o posto bancário do Banco do Brasil (BB). Como o ataque ocorreu numa agência avançada da Caixa, as investigações desse crime em específico ficarão a cargo da Polícia Federal (PF), de Londrina.
No entanto, as autoridades, de modo geral, precisam reagir. É inacreditável que esses bandidos fortemente armados consigam praticar o crime e fugir sem maiores dificuldades. Nesse caso, o furto ocorreu numa cidade polo da região. Afinal, Apucarana é sede do 10º Batalhão da Polícia Militar (PM) e da 17ª Subdivisão Policial (SDP). Ou seja, não se trata de um pequeno município isolado do Vale do Ivaí, com efetivo reduzido.
Pelo menos 19 ataques, entre explosões a assaltos a bancos e cooperativas, foram registrados em 2015 na região de Apucarana. É um número alto, que coloca o Vale do Ivaí como alvo preferencial no Paraná desses bandos fortemente armados.
O maior prejudicado é o cidadão. Com os sucessivos crimes contra bancos, as instituições não estão repondo os caixas eletrônicos. Com isso, muitas cidades do Vale do Ivaí simplesmente precisam se deslocar para outras localidades para fazer, muitas vezes, um simples saque. É um absurdo, porque mostra como o morador é refém da criminalidade.
No caso da Prefeitura, o posto avançado do Banco do Brasil não foi reativado. Como a Caixa é responsável pelo processamento da folha do funcionalismo, espera-se que o serviço seja retomado em breve.
É preciso dar um basta nessa situação. Os ladrões de caixas eletrônicos não podem agir como se estivessem no faroeste, praticando crimes em cidades aleatórias, sem responder por seus atos. É hora de uma mobilização estadual contra esse crime.