O mundo de hoje é tão carente da verdadeira solidariedade humana. Pode-se afirmar com toda segurança que é uma das virtudes que mais enaltecem e dignificam as pessoas, porque não é preciso realizar feitos ou atitudes magistrais ou destinar elevadas somas de dinheiro para beneficiar alguém ou uma entidade filantrópica que necessite qualquer tipo de ajuda ou colaboração.
Aquele que tiver a curiosidade e ir até o capítulo 13, da lª Carta de São Paulo aos Coríntios terá uma visão bem clara dos sábios ensinamentos da prática de verdadeira solidariedade humana, ou melhor: “a caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece”; “não folga com a injustiça, mas folga com a verdade” etc. etc.
Como é saudável e alentador receber um aceno, um aperto de mão, um afago, uma palavra amiga naquele exato momento quando à amargura e a tristeza abatem as pessoas em ocasiões mais doloridas da vida. Um minuto de atenção ao desesperado. Uma palavra de esperança a quem está à beira do abismo. Um sorriso gentil ao que perdeu o sentido da vida. O silêncio frente à ignorância. Uma simples gentileza. Um incentivo sincero a alguém que deseja ser feliz. Nunca acreditar naquele que desconhece a importância de um tijolo na construção de um edifício.
Nos tempos atuais se presencia a todo instante pessoas apressadas, estressadas, cheias de compromissos, sem tempo para si, família e amigos, é um corre-corre danado e não se medem as consequências disso tudo e não é preciso um psicanalista que identificar a falta de solidariedade humana, ou melhor, a descortesia no trânsito, desrespeito humano, levar vantagem sobre o outro, idosos colocados em plano secundário, desentendimentos familiares por irrisórios valores, as agressões entre nações, conquistas de poder e outras tantas coisas mais que denigrem a imagem das pessoas que podem ser consideradas mesquinhas a ponto de caírem no descrédito e no isolamento.
O homem torna-se um verdadeiro embrutecido e quando Deus, na verdade, dotou-o de inteligência, discernimento e livre arbítrio para utilizá-lo em favor do bem comum. Então porque o homem quer ser animalizar.
Por fim, Maria Tereza de Calcutá foi uma dessas almas sensíveis. De certa feita um jornalista disse-lhe que admirava o seu trabalho junto aos pobres e enfermos, considerava o que ela fazia diante da imensa necessidade do mundo, era como uma gota no oceano de água no oceano. E “a pequena sábia mulher lhe respondeu: Sim, meu filho, mas sem essa gota de água o oceano seria menor.”
Finalizando, que todos pratiquem a solidariedade de uma maneira a que todos sejam felizes e que acreditem verdadeiramente que o mundo pode ser melhor. A questão é só começar e esperar os bons resultados. Que cada um pense e aceite o outro com suas falhas, erros, defeitos e dificuldades para que se possa ter um futuro promissor cheio de paz e alegria.