OPINIÃO

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A vacinação contra gripe é exemplo de parceria

Da redação

| Edição de 01 de junho de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Após o flagelo da zika no ano passado, o surto da febre amarela neste ano uma doença que ganhou grande espaço no noticiário, pode ter ajudado a desviar o foco de atenção da vacinação contra a gripe.
Com apenas 63,6% do público alvo imunizado, o Ministério da Saúde prorrogou a campanha de imunização contra a influenza, que encerraria na última sexta-feira, para o dia 9 de junho. Na semana passada, o percentual estava longe dos 90% preconizados pelo ministério - uma meta mais alta que os 80% de imunização de campanhas anteriores.
Em Apucarana, balanço divulgado anteontem pela Autarquia Municipal de Saúde (AME) mostra que a meta está quase cumprida. Foram imunizados 85,27% do público alvo. O dados que mais chama atenção no relatório da autarquia, entretanto, é o avanço da imunização entre o público infantil, exatamente o grupo prioritário que se encontrava com o mais baixo índice de adesão.
Na semana passada, apenas 55% das crianças entre seis meses e 5 anos incompletos tinham recebido o imunizante. O índice acendeu alerta e a prefeitura determinou a criação de um esforço conjunto, uma força-tarefa, entre a AMS e a Autarquia Municipal de Educação (AME). A última ficou responsável pela realização de uma busca ativa por crianças não vacinadas nas escolas e centros infantis da rede, além de reforçar a importância da imunização junto a pais e cuidadores das crianças.
A medida deu resultado. No balanço divulgado anteontem pela AMS, a taxa de imunização tinha crescido dos já citados 55% para 68,7%. Em uma semana foram vacinadas 1.022 crianças das cerca de 3 mil que ainda precisavam ser imunizadas para cumprimento da meta.
Uma medida simples, que surtiu efeitos esperados de maneira rápida e eficiente. A interação entre os diversos braços da administração pública deveria ser uma constante na prestação de serviços ao cidadão.
Na mesma linha da força-tarefa da vacinação contra a gripe, uma parceria entre prefeitura, Núcleo Regional de Educação e a Justiça estadual resultou na identificação de 1.129 crianças na Comarca de Apucarana sem o nome do pai na certidão de nascimento em um processo que visa incentivar o reconhecimento de paternidade nestes casos. O assunto foi tema de recente reportagem da Tribuna. Ainda na área da Justiça, outro programa que funciona, e muito bem, em sistema de parceria é o Patronato Municipal, considerado modelo no estado na oferta de cumprimento de pena e reintegração social.
A integração e cooperação entre órgãos e poderes é uma alternativa eficiente de prestação de serviços que deve ser incentivada, tanto na esfera municipal quanto estadual.