OPINIÃO

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A valorização e a força da agricultura no Paraná

Da Redação

| Edição de 06 de agosto de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Um levantamento divulgado na última sexta-feira pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seab) mostra a força agrícola do Vale do Ivaí. O estudo, desenvolvido pelo Departamento de Economia Rural (Deral), trouxe uma nova metodologia para avaliação das terras agricultáveis do Paraná. O hectare da região foi estimado em quase R$ 70 mil. Assim, a pesquisa coloca as terras do Vale do Ivaí entre as mais valorizadas do Estado. 

As áreas mais caras do Paraná estão na região de Maringá, onde o hectare foi avaliado em até R$ 75,8 mil. A região de Apucarana, no entanto, também obteve bons resultados, com o hectare custando até R$ 69,1 mil em Marilândia do Sul e Mauá da Serra. 
A maioria dos municípios da região foi incluída no “Grupo A - Classe I”, da nova metodologia. Esse grupo tem terras cultiváveis, aparentemente sem problemas especiais de conservação, mecanizáveis, e com alta produtividade. 
Em todo Paraná, o valor médio das terras é de R$ 61,8 mil o hectare, considerando as áreas mais planas e de boa fertilidade. Já as áreas de menor valor no Estado localizam-se no município de Coronel Domingos Soares, no Sudoeste, onde a média por hectare foi de apenas R$ 1,3 mil.
O agronegócio move a economia brasileira e também paranaense. A safra de grãos de verão 2016/17 totalizou quase 25 milhões de toneladas - 23% a mais que a anterior. O carro-chefe é a soja, que contribuiu com 19,5 milhões de toneladas, um recorde de produção. 
Esses números mostram a importância de incentivar e garantir apoio ao agronegócio. O segmento vem sustentando há anos a economia nacional. A safra recorde deste ano, por exemplo, foi responsável pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no primeiro trimestre após longos anos de resultados negativos. 
Apesar desse desempenho favorável e da valorização das terras agricultáveis, o gargalo logístico ainda é um desafio do agronegócio. A situação das estradas é vergonhosa em algumas regiões no País. No Paraná, há também algumas situações preocupantes, que geram aumento de custos para os produtores rurais. 
O preço do frete, que representa 40% do custo de produção do agricultor, é o principal problema. O frete aumentou 10% no país somente em julho, principalmente por conta da alta do diesel. Outra questão é a dificuldade do armazenamento das safras e o aumento de impostos, que reflete nos insumos, etc. Portanto, é preciso buscar alternativas de garantir tranquilidade ao campo. O país ganha com esse investimento no agronegócio.