Uma fiscalização do Corpo de Bombeiros, de Apucarana, trouxe preocupação em relação à venda de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de cozinha, na cidade. Dos 14 estabelecimentos comerciais visitados, em 13 foram encontradas irregularidades. Essa situação é preocupante, pois há um grande risco de acidentes no caso de manipulação e armazenamento inadequado dos botijões.
A operação foi realizada pelo Corpo de Bombeiros após determinação do Ministério Público (MP), que investiga denúncia da venda clandestina de gás de cozinha no município. Além do perigo intrínseco, há também a questão de concorrência desleal no setor.
Segundo o MP, pelo menos 23 estabelecimentos estariam vendendo gás de cozinha sem atender a regulamentação prevista pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) em Apucarana. Entre as irregularidades flagradas pelos Bombeiros na fiscalização estão a ausência de alvará municipal de funcionamento e certificado de vistoria e autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador.
A situação é preocupante. Muitos estabelecimentos citados na denúncia do Ministério Público vendem gás de cozinha em local inadequado, o que gera um grande risco para os próprios comerciantes, vizinhança e também clientes. Afinal, o GLP é altamente inflamável e há risco, sim, de implosões caso ocorra um vazamento.
Além disso, o produto que chega ao consumidor pode apresentar queda de qualidade, com o botijão abaixo do peso, misturado com água ou em botijões enferrujados e sem segurança. Quanto ao consumidor, é fundamental que ele investiga se a sua revenda está em dia com as normas técnicas e, em caso de alguma irregularidade, é fundamental denuncia aos órgãos responsáveis.
Há uma concorrência muito grande nesse setor. Na disputa pelos clientes, muitas revendas acabam abrindo mão de algumas normas e exigências, o que é lamentável. O MP está correto em propor uma fiscalização, pois isso dará maior tranquilidade ao setor e também aos consumidores. É preciso tirar do mercado essas revendas que não respeitam as normas de segurança.