OPINIÃO

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Acessibilidade é um desafio que precisa ser superado

Da redação

| Edição de 26 de agosto de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Acessibilidade é uma condição que melhora a qualidade de vida das pessoas, e que deve estar presente, independente das condições físicas, em todas as esferas. Tecnicamente, o termo acessibilidade é de fácil entendimento. Na prática, entretanto, o acesso e, por consequência, a inclusão é uma bandeira social e um desafio que tem ganhado paulatinamente mais importância dentro do que se pretende como sociedade.
Nesta semana, a acessibilidade no transporte coletivo foi alvo em Apucarana de uma fiscalização do Crea. A iniciativa é parte de uma ação estadual que visa traçar um perfil da acessibilidade no transporte coletivo no estado com vistas tanto a acionar órgãos responsáveis a respeito de seus resultados quanto subsidiar políticas públicas para o setor.
O trabalho foi acompanhado por representantes da Associação dos Deficientes Físicos de Apucarana (Adefiap), entidade que é pioneira na região e que começou a cobrar por acessibilidade muito antes do termo ter sido incluído de fato nas pautas governamentais.
Em Apucarana, a questão da acessibilidade tem avançado nos últimos anos. O fato da maioria dos veículos do transporte coletivo hoje ser dotada de elevadores para acesso de cadeirantes – uma conquista da Adefiap, é bom frisar - é uma prova disso. A implantação das rampas de acesso com pisto tátil em várias ruas da cidade e até o alto volume de multas por estacionamento em vagas reservadas para deficientes, o que mostra uma fiscalização do poder público no cumprimento da lei, corroboram isso.
Contudo, se muito se avançou, ainda há muito a se conquistar. Superar décadas de obras realizadas sem nenhuma consciência de acessibilidade é um enorme desafio.
Se de um lado há um esforço em implantar as rampas, muitas calçadas da cidade, notadamente na área central, não oferecem qualquer condição a um cadeirante trafegar. Em muitos casos, até o pedestre comum há de encontrar obstáculos além do aceitável. Se os novos prédios públicos são projetados com rampas e banheiros adaptados e muitos vem sendo reformados para melhorar essas condições, ainda há muitos órgãos funcionando em prédios com escadas e sem elevador, situação que nem a prefeitura de Apucarana escapa, que impossibilitam acesso a cadeirantes ou pessoas com dificuldade de locomoção.
Acessibilidade não é uma responsabilidade dos poderes públicos. Enquanto a sociedade inteira não aderir a essa necessidade e exigir essa condição inclusive em casa e nos ambientes que frequenta o projeto de inclusão não será completo.