A compra de fuzis para a Polícia Militar (PM) em Apucarana e Arapongas é uma grande conquista para ampliar o poder de fogo da corporação nos dois municípios. Todo investimento em segurança pública é bem-vindo, principalmente diante do aumento da criminalidade também em cidades do interior do Paraná nos últimos tempos.
Em Apucarana, oito fuzis de calibre 556 já estão em poder da PM, que iniciou o treinamento dos policiais nos últimos dias. Ao todo, 16 armas desse tipo serão adquiridas pelo governo estadual até o final do ano para reforçar os municípios pertencentes ao 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM), com sede em Apucarana.
Em Arapongas, quatro fuzis foram entregues oficialmente ontem à Polícia Militar. Neste caso, o armamento, também de calibre 556, foi adquirido após “vaquinha” entre representantes da comunidade comandada pelo Conselho Comunitário de Segurança (Conseg).
Esse fenômeno, a propósito, não é novo na região. Em vários municípios da região de Ivaiporã, a sociedade também se uniu para comprar fuzis para a PM no começo deste ano.
O reforço no armamento é uma boa notícia. Pode parecer pouco, mas aumentar o potencial de fogo da PM e também da Polícia Civil é essencial no combate ao crime, principalmente das quadrilhas especializadas em assaltos e explosões a caixas eletrônicos, que levam pânico nos pequenos municípios. As ações da quadrilha da dinamite, como esses bandos são chamados, vinham tirando o sono na região. Esses criminosos chegavam aos pequenos municípios fortemente armados. A polícia, sem poder de fogo semelhante, pouco podia fazer para reagir.
Coincidência ou não, os assaltos a bancos e ações da quadrilha da dinamite reduziram consideravelmente após a compra de fuzis no Vale do Ivaí. É claro que trata-se de uma suposição, além do que operações conjuntas das polícias Civil e Militar também desbarataram quadrilhas que vinham atuando na região. De qualquer forma, com o maior poder de fogo da PM, aumentou a sensação de segurança entre a comunidade e também a própria autoestima dos policiais.
Muitos criticam o fato de a comunidade precisar intervir e investir em armamento para polícia. De fato, não é o adequado, mas mostra que a população está disposta a contribuir para reduzir a criminalidade e a violência nos seus municípios. Esse engajamento, no final de contas, é fundamental para tornar uma sociedade.