A comunidade decidiu reagir à onda de violência e anunciou a compra de seis fuzis para reforçar o poder de fogo dos policiais militares e civis do Vale do Ivaí. O armamento será repassado para a 6ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) e a 54ª Delegacia Regional de Polícia, de Ivaiporã.
A medida é uma resposta da sociedade após o aumento de casos de assaltos, principalmente ataques das chamadas quadrilhas da dinamite. Com baixo efetivo policial, a região vem sendo alvo preferido desses criminosos, que explodem caixas eletrônicos e recebem policiais a tiros, na maioria das vezes com armas de baixo calibre. Por isso, a intenção é melhorar o potencial de armas dos policiais militares. Hoje, apenas um fuzil está à disposição na 6ª CIPM de Ivaiporã, enquanto os assaltantes chegam para praticar seus crimes com metralhadoras e também fuzis.
As doações estão sendo providenciadas pelos Conselhos Municipais de Segurança (Consegs) de Ivaiporã, Borrazópolis, Faxinal e Lidianópolis e também pelo Conselho Municipal Antidrogas (Comad), de Ivaiporã.
Os fuzis, 5.56 da Imbel, vão custar R$ 8 mil, com isso, o investimento da comunidade ficará em R$ 48 mil. Cinco armas ficarão com a PM e uma com a Polícia Civil.
Merece ser destacado esse envolvimento da sociedade junto aos órgãos de segurança pública da região de Ivaiporã. No entanto, esse mutirão para reforçar o poder de fogo dos policiais não é o mais adequado. Essa função original é do governo do Estado, que tem a obrigação de investir na segurança pública, garantindo recursos materiais e humanos para o trabalho das polícias Civil e Militar.
É inegável a defasagem das corporações no Paraná. No entanto, esse é um problema histórico, que reflete a falta de investimentos nos últimos anos. O governo, recentemente, autorizou a contratação de novos policiais, que estão em fase de treinamento. Na região, são cerca de 130 novos soldados, que em breve vão reforçar a tropa.
No entanto, ainda é pouco, infelizmente. É preciso ampliar o número de policiais nos municípios do Paraná e também melhorar o armamento à disposição do efetivo. O Vale do Ivaí tem poucos policiais, o que reflete no aumento de casos de criminalidade na região.