OPINIÃO

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Aposta no interior reflete na empregabilidade do PR

Da redação

| Edição de 03 de maio de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Entre 2011 e março deste ano, o Paraná gerou 246 mil novas vagas de emprego. Os número constam no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, que mede o saldo entre admissões e demissões no período, e foram compilados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).  O instituto fez um raio-x das vagas abertas que mostra que o interior foi responsável por 90,3% das vagas de emprego geradas. Ou seja, de cada dez novos postos de trabalho abertos no estado, nove estão fora da capital. 

O período estudado inicia em um período anterior à crise econômica, em 2011 o estado gerou mais 112 mil empregos, e abarca os piores períodos em termos de empregabilidade no estado. No período, foram dois anos de saldo negativo, em 2015 e 2016 que somaram perdas de mais de 136 mil postos de trabalho. No ano passado, o saldo voltou a ser positivo, com a criação de 7,7 mil vagas. Apesar de tímido, o resultado reforça os indicadores positivos da economia paranaense.
A criação de mais vagas no interior do estado é uma tendência que se fortaleceu inclusive durante os piores momentos da crise econômica. Segundo o estudo do Ipardes, a predominância do interior na geração de vagas se deve a uma combinação de fatores que incluem o peso do agronegócio na economia regional e o impacto da crise na capital e região metropolitana, com uma retração significativa em áreas tradicionais de geração de mão de obra como indústria e construção civil.
No interior, os municípios que mais criaram vagas de emprego foram Maringá, com 18.684, Cascavel, com 14.534, Foz do Iguaçu, com 10.608 vagas, Ponta Grossa, com 8.902 e Londrina, com 8.013 vagas.
O bom desempenho do agronegócio gerou, nos último anos, um efeito cascata com instalação de novas fábricas e ampliação de linhas de produção - várias delas apoiadas pelo programa Paraná Competitivo - que atuam como incentivo para outras áreas, notadamente na área de comércio e serviços.
Chamado, não à toa, de celeiro do Brasil, o Paraná soube tirar partido da aptidão do campo, mas ultrapassou a crise com menos impacto que outros estados, porque foi além. O bom desempenho é fruto de escolhas bem feitas e investimentos administrados em áreas estratégicas, priorizando o escoamento de produtos pelas estradas e pelo Porto de Santos, incentivando a industrialização e ofertando crédito e capacitação para o empresariado.
Não à toa, nesta década, Paraná foi o terceiro Estado que mais criou empregos formais no Brasil, atrás apenas de São Paulo (429.132) e Santa Catarina (249.553).