A Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR) precisa esclarecer o mais rápido possível essa série de crimes em Londrina e outros municípios da região Norte do Paraná. Foram 11 mortes entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado, desencadeada após o assassinato de um policial militar. Outras 15 pessoas foram baleadas. Essa onda de violência está gerando apreensão em Londrina, principalmente, mas também nos demais municípios próximos, como Rolândia e Arapongas.
O governo do Estado se mostra empenhado em acalmar a população. No domingo, o secretário estadual de Segurança Pública, Wagner Mesquita de Oliveira, informou que uma força-tarefa com 80 policiais militares de todo o Estado será encaminhada a Londrina. Além disso, dois delegados especialistas em homicídios foram designados para auxiliar na investigação da chacina.
Além da presença de mais policiais na cidade, é preciso apresentar uma resposta à sociedade. Há realmente uma “guerra” entre policiais e bandidos? Há envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) ou outros grupos criminosos organizados nessa onda de violência? Por enquanto, a Secretaria de Segurança diz que não há relação comprovada entre os crimes. Porém, a situação vem provocando pânico na população. A violência mudou o comportamento dos moradores de Londrina e também das cidades próximas.
Há um clima de preocupação no ar, alimentado por boatos nas redes sociais, que ajudam apenas a aumentar a apreensão com informações truncadas e, muitas vezes, completamente fora da realidade. A agilidade da internet, nesse caso, vem prestando um desserviço, com notícias falsas e a disseminação de situações que estão longe de serem verdadeiras.
No entanto, as mortes e as vítimas baleadas em hospitais comprovam que algo de muito grave aconteceu em Londrina, com reflexo em cidades da região. O governo do Estado faz bem em mandar para o Norte do Paraná uma força-tarefa com policiais. É preciso, primeiro, devolver a segurança à população e, rapidamente, dar uma resposta à sociedade, esclarecendo a origem dos crimes. O que ocorreu, independente de quem foram as vítimas, é absolutamente inaceitável.