OPINIÃO

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Árvores frutíferas reconectam a população com prazeres simples

Da Redação

| Edição de 31 de março de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Um projeto da Prefeitura de Apucarana promete valorizar ainda mais o Parque Jaboti, um dos principais cartões-postais do município. A Secretaria Municipal de Agricultura está plantando desde o começo deste ano árvores frutíferas no entorno do lago. É um exemplo de ideia simples, de baixo custo, que irá trazer benefícios para todo o ecossistema, sem contar para as futuras gerações, que poderão ter contato com algumas espécies nativas extintas ou restritas a outras regiões.

O Parque Jaboti já recebeu 350 mudas de árvores frutíferas desde janeiro. A meta é plantar no local pelo menos mil mudas. Entre as espécies escolhidas estão jabuticaba, jaca, romã, fruta do conde, pitanga, manga, cambucá, cambuci, araçá e ariticum, entre outras. 

No futuro, essas frutas servirão de alimento para animais e também estarão disponíveis para o próprio consumo humano, tornando o Parque Jaboti mais atrativo para os visitantes. O local já é a principal referência quando o apucaranense busca contato com a natureza. Apesar de Apucarana ser uma cidade de porte médio do interior do Paraná, os hábitos urbanos dominam a rotina da maior parte da população e estimular a convivência com as poucas áreas verdes disponíveis é algo fantástico. 

As mudas de árvores frutíferas utilizadas nesse projeto são produzidas no Viveiro Municipal. Seria interessante expandir essa iniciativa para outros espaços verdes da cidade, como o Parque da Raposa. 

A natureza brasileira foi abençoada com uma enorme diversidade de árvores frutíferas. Alguns sabores nativos, no entanto, são desconhecidos por muitas pessoas, como o cambuci e o araçá, para ficar apenas em alguns exemplos. Nesse sentido, a proposta é interessante porque manterá uma espécie de acervo nativo para os apucaranenses do futuro. 

Essas espécies também vão aumentar a biodiversidade do Parque Jaboti, atraindo pássaros e outros animais. Isso ajuda a reequilibrar o meio ambiente. 

A “humanização” das cidades é outro aspecto decorrente desse processo. A propósito, é algo necessário nesses tempos de tecnologia, com eletrônicos demais, carros demais, celulares demais... As árvores frutíferas reconectam a população com prazeres simples, como colher frutas no pé, e a descoberta de novos sabores, principalmente pelas crianças.