OPINIÃO

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Assaltos a bancos são triste rotina na região

Tribuna do Norte

| Edição de 30 de dezembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A segurança pública nos pequenos municípios do interior do Paraná atingiu um nível inaceitável. É simplesmente inadmissível que quadrilhas fortemente armadas tomem de assalto pequenas cidades para roubar bancos. O governo precisa tomar providências urgentes, reforçando o policiamento e devolvendo a tranquilidade a essas localidades do interior.

Ortigueira, nos Campos Gerais, vem sendo alvo recorrente desses bandidos. A ocorrência mais recente foi registrada na tarde da última segunda-feira. No final do expediente bancário, os assaltantes invadiram a agência do Bradesco, fizeram pelo menos seis reféns e assaltaram os caixas eletrônicos e ainda o cofre.

No começo de novembro, Ortigueira já havia presenciado uma ação ousada. Na oportunidade, criminosos furtaram duas retroescavadeiras da prefeitura e usaram as máquinas para arrombar o Itaú e chegar até o cofre. Na fuga, os criminosos atearam fogos em carretas no pátio de um posto de combustível de Mauá da Serra para despistar os policiais.

Não é a primeira vez que ladrões fortemente armados fazem funcionários e clientes de bancos reféns na região. Em julho, uma ação nos mesmos moldes da realizada na segunda-feira em Ortigueira ocorreu em Borrazópolis. Bandidos usaram os reféns como um “escudo humano” para roubar as agências do Banco do Brasil e do Sicredi.

A situação passou do controle, é verdade. O interior do Paraná tem registrado uma volta no tempo, mais precisamente aos anos 80, quando os assaltos a bancos eram frequentes. Na época, as agências não contavam, em sua maioria, com portas giratórias e acabam sendo alvo fácil. As instituições investiram em segurança de lá para cá, mas os bandidos também aperfeiçoaram suas estratégias para invadir os bancos. Ou seja, é preciso voltar a investir em mecanismos de proteção às agências. Vidas de funcionários e clientes estão em jogo.

O governo do Paraná anunciou que irá cobrar das instituições a ampliação dos sistemas de segurança. É uma necessidade urgente. No entanto, o Estado precisa fazer a sua parte e reforçar o efetivo das pequenas cidades. A contratação de mais 2.222 policiais militares foi anunciada e a nossa região precisa ter prioridade nessas nomeações.