OPINIÃO

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Avicultura fortalece renda no campo e na indústria

Da Redação

| Edição de 31 de julho de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral) os números do Valor Bruto de Produção (VBP) do ano passado mostram uma vocação consolidada na região. Nos últimos anos, a avicultura de corte vem ganhando cada vez mais espaço nas propriedades e hoje representa mais de um terço do VBP, movimentando, no ano passado R$ 691,3 milhões nos 13 municípios que integram a área do escritório da Seab de Apucarana.
O fortalecimento da avicultura está relacionado a alguns fatores. A proximidade com grandes centros de abate é um deles, outro é que a atividade ocupa pouco espaço na propriedade e tem finalização rápida. A cada ano, vários lotes são comercializados, garantindo renda ao londo de todo o período. No ano passado, 87,1 milhões frangos foram abatidos na região, um número recorde. Em relação a 2010, o crescimento da produção chega a 42%.
A grande vantagem da proposta da avicultura reside na possibilidade de diversificação da propriedade e pelo fato que o sistema pode ser aderido com facilidade nas pequenas propriedades, em parceria com a lavoura de grãos ou outras atividades, ocupando a mão de obra familiar.
O fortalecimento do setor no campo está atrelado a dimensão que a indústria de alimentos tem tomado no Estado. Análise do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), divulgada nesta semana, aponta que, devido ao forte investimento realizado nos últimos anos, a indústria de alimentos já é a principal do Paraná. Foi responsável por 24,4% do valor da transformação industrial em 2014, de acordo com dados mais recentes da Pesquisa Anual Industrial (PIA) do IBGE. Está à frente de outros setores importantes, como fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (com 17,2%) e fabricação de produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (9,5%). Em 2008, a participação da indústria de alimentos era de era de apenas 18,1%.
Como se sabe, o setor de alimentação é menos impactado pela crise econômica e tem mercado externo competitivo.
Com câmbio favorável à exportação, a comercialização do frango paranaense para o mercado internacional cresceu 17%, no primeiro semestre de 2016, na comparação com o mesmo período de 2015. Foram vendidas 806 mil toneladas para outros países. São 116 mil toneladas a mais do que foi vendido no último ano.
Ou seja, é um ciclo de crescimento que segue do campo para a indústria. Com demanda em alta, o desafio é dar estrutura para o crescimento, de maneira que não falte mão de obra e profissionalização para a atividade. Já se disse muitas vezes neste espaço que o motor da economia paranaense necessariamente passa pelo campo, e os números, mais uma vez corroboram essa tese.