OPINIÃO

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Campanhas devem priorizar o debate

Tribuna do Norte

| Edição de 12 de janeiro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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As campanhas municipais serão, obrigatoriamente, mais baratas em 2016. Uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) restringe o limite de gastos dos candidatos a prefeito e a vereador. Pelo novo regulamento, nos municípios onde está previsto apenas o primeiro turno, os candidatos a prefeito poderão gastar até o limite de 70% do maior gasto declarado na campanha eleitoral de 2012. Os concorrentes à Câmara de Vereadores também seguirão a mesma regra. A medida pode tornar as disputas mais equilibradas nos municípios. Além disso, pode garantir mais espaço para as discussões de propostas, sem tanto apelo financeiro de muitas campanhas que se faziam valer pela força econômica dos candidatos.

Na região, a resolução provocará algumas distorções. Apucarana, que tem o maior número de eleitores - mais de 90 mil - , terá campanhas mais baratas que municípios menores ou de porte similar. Os candidatos apucaranenses a prefeito terão limite orçamentário de R$ 190,9 mil cada um. Ivaiporã, por exemplo, tem um valor bem mais alto: R$ 312,4 mil. Arapongas é o município onde o candidato ao Executivo poderá investir mais, com teto estipulado em R$ 417 mil. Em Faxinal, o limite é de R$ 191,4 mil.

No caso das câmaras, cada candidato a vereador poderá gastar até R$ 65 mil, o maior valor entre as cidades da região. Na sequência ,vem Ortigueira, com R$ 26,5 mil, Faxinal R$ 23 mil e Arapongas, R$ 21,4 mil.

A redução de gastos é importante. Não cabe mais, no atual cenário, o registro de campanhas milionárias. É preciso, de fato, coibir o abuso econômico registrado em inúmeros pleitos historicamente no País. Isso desequilibra uma eleição e prejudica o debate das propostas, que deveria ser o mais importante.

Além disso, em 2016, novas regras eleitorais entrarão em vigor, como a redução do período de campanha eleitoral de 90 para 45 dias. Com isso, o limite de investimentos é natural.

Na verdade, as campanhas eleitorais mudaram muito nos últimos anos. A população está cansada e exige uma postura bem diferente dos políticos. Em meio a uma crise de credibilidade, é fundamental mudar a postura e investir em campanhas que priorizem propostas e planos concretos para mudar a realidade da população. O futuro dos municípios deve estar em primeiro lugar.