OPINIÃO

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Caos carcerário em Ivaiporã e Arapongas é alarmante

Da Redação

| Edição de 14 de junho de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A expressão “bomba relógio” para analisar a situação das cadeias públicas de Ivaiporã e Arapongas nunca foi tão precisa. O clima é de grande apreensão nessas duas unidades, que sofrem com a superlotação e a ameaça frequente de fugas. Moradores das duas cidades cobram providências para resolver o problema. Cabe ao governo do Estado apresentar o mais rápido possível uma solução para a situação das duas cidades, que convivem com o clima de apreensão permanente. 

No próximo dia 22, moradores de municípios que pertencem à Comarca de Ivaiporã realizam um protesto para chamar atenção para a superlotação e as péssimas condições estruturais da Cadeia Pública da 54ª Delegacia Regional da Polícia Civil de Ivaiporã. No ano passado foram registradas duas fugas, um princípio de rebelião e pelo menos cinco tentativas de evasão da carceragem. Só nesses primeiros seis meses de 2017 foram registradas três tentativas de fugas. 

Devem participar da mobilização moradores de Ivaiporã, Jardim Alegre, Lidianópolis, Arapuã e Ariranha do Ivaí. O protesto será realizado na Praça Manoel Teodoro da Rocha, em Ivaiporã. Na oportunidade, assinaturas serão coletadas. A intenção é encaminhar esse abaixo-assinado para o governador Beto Richa (PSDB) e o secretário de Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita de Oliveira. O Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), que encabeça o movimento, cobra uma reforma na cadeia e a transferência imediata dos presos condenados. O Conseg, inclusive, já adquiriu materiais de construção, mas não pode providenciar as melhorias sem que os presos sejam transferidos.
Em Arapongas, a superlotação também é um problema histórico. Na semana passada, mulheres e familiares de detentos promoveram um protesto em frente à cadeia após a polícia realizar um pente-fino por conta de uma tentativa de fuga no local. O clima ficou tenso. As mulheres reclamam das péssimas condições estruturais no local. 

A situação em Ivaiporã e Arapongas é complicada. Não há outro caminho a não ser transferir os presos e promover reformas amplas ou construções de outras unidades prisionais. A situação já é discutida também no Judiciário, com pedidos de interdição das unidades apresentados pelo Ministério Público e Defensoria Pública. O governo do Paraná tem investido, é verdade, em novas penitenciárias, mas é hora de realizar ações especificamente em Arapongas e Ivaiporã.