As autoridades de segurança pública do Paraná deram uma resposta aos críticos na quinta-feira, quando realizaram a Operação Cangaço. A ação policial matou um e prendeu 21 integrantes de uma quadrilha especializada em roubos a bancos e cooperativas de crédito no Estado. Grupo usava dinamites para explodir caixas eletrônicos, retroescavadeiras para derrubar paredes de agências e também assaltava as instituições bancárias com mão armada, fazendo reféns.
Essa quadrilha – uma entre várias que agem no Estado – é apontada como responsável por 22 crimes, que resultaram em mais de R$ 4 milhões roubados de bancos e cooperativas de créditos. Desses roubos, pelo menos 10 foram realizados na região de Apucarana. Dois foram emblemáticos e assustaram a população. No primeiro, o grupo rendeu funcionários e clientes de duas agências em Borrazópolis. Um cordão de reféns ficou sob a mira de pistolas e metralhadoras enquanto os criminosos concluíam o assalto. Outra ação que chamou atenção ocorreu depois em Ortigueira, quando os ladrões usaram retroescavadeiras para chegar ao cofre de um banco.
Entre os detidos está um funcionário público da Prefeitura de Ortigueira, o município sede da quadrilha. Ele seria responsável por operar a retroescavadeira. De acordo com a polícia, um dos líderes do bando, Fabiano de Jesus Pereira Ortis, 27 anos, foi morto durante a operação, em Mauá da Serra. Ele teria reagido à presença da equipe.
A operação da polícia foi importante para conter esses crimes. A população dos pequenos municípios do Paraná está aterrorizada com a ousadia desses bandidos. São assaltantes fortemente armados, que chegam atirando nos destacamentos policiais. No último crime, as cenas de Borrazópolis se repetiram em Curiúva. Clientes e funcionários foram feitos reféns, colocando toda a pequena cidade em pânico.
No entanto, as autoridades estão longe de resolver o problema de furtos e assaltos a bancos e cooperativas de crédito no Paraná. No mesmo dia em que a polícia realizou essa megaoperação, duas agências bancárias de Cândido de Abreu foram dinamitadas. Ou seja, isso comprova que são várias quadrilhas agindo ao mesmo tempo no Paraná. Portanto, é preciso ampliar as investigações para que todos os bandos que agem no Estado sejam desmontados, com seus integrantes presos.