A geração de emprego e renda deveria ser a principal bandeira dos candidatos à Presidência. O País reúne hoje mais de 13 milhões de desempregados. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 3,16 milhões de brasileiros procuram trabalho há mais de dois anos. É o maior número da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012, e corresponde a cerca de 24% do total de desempregados no país.
Na região, a situação não é diferente. Números de julho do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que os cinco maiores municípios da região – Apucarana, Arapongas, Faxinal, Jandaia do Sul e Ivaiporã – perderam juntos 105 postos de trabalho no mês passado. Apenas Jandaia do Sul registrou mais contratações do que demissões no período.
Em Apucarana, especificamente, a situação é preocupante. O corte foi de 97 vagas. Entre janeiro e julho, o município acumula saldo negativo de 293 vagas em todos os setores. O número piora quando o recorte é dos últimos doze meses. Foram cortados 581 postos de trabalho em Apucarana no período. A maioria das vagas extintas está no setor de confecções, responsável pela geração da maior parte dos empregos na cidade.
O tema do emprego, portanto, precisa fazer parte das discussões da campanha eleitoral. Contraditoriamente, é a própria eleição que acaba afetando o mercado. Com um cenário incerto, a maioria das empresas está “segurando” as contratações, aguardando para depois da escolha do presidente para definir suas estratégias empresariais.
A alta do dólar é outro reflexo do período eleitoral. A moeda norte-americana fechou acima dos R$ 4 nesta semana. O efeito virá logo a seguir na vida dos brasileiros, que começarão a pagar mais caro por alguns alimentos influenciados pelo dólar, como os derivados da farinha - pão, macarrão e biscoitos.
No entanto, é um processo a ser enfrentado. A escolha do futuro presidente dirá muito sobre o futuro que o Brasil nos reserva. O desemprego é um problema seríssimo. O número de desempregados cresce mensalmente e o próximo mandatário do país precisa definir uma política concreta em relação ao assunto. Gerar novos postos de trabalho deve ser prioridade. Para isso, é preciso fortalecer a economia e pacificar politicamente o país. Nesse sentido, o voto no dia 7 de outubro ganha ainda mais importância. Uma escolha infeliz pode mergulhar o país em uma crise ainda pior.