OPINIÃO

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Consumidor de Apucarana ganha com instalação do SIM

Da Redação

| Edição de 02 de fevereiro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Criado recentemente através de legislação municipal, o Serviço de Inspeção Municipal (SIM) está começando a ser implantado em Apucarana. A medida atende orientação do Ministério Público e surge para regulamentar a produção e comercialização dos chamados produtos e derivados de origem animal, exigindo de quem produz ou comercializa os itens parâmetros técnicos de higiene, conservação e práticas produtivas.
Ainda que a medida tenha levantado certa apreensão junto ao produtores, principalmente os da agricultura familiar, que temem o aumento nos seus custos de produção, é preciso ver a medida por outro prisma.
Para começar, o óbvio: a implantação do serviço traz mais segurança para o consumidor. Como bem destacou a veterinária da Secretaria de Meio Ambiente em entrevista concedida para Tribuna, o selo do SIM no produto é o olho do consumidor onde o consumidor não pode ver, ou seja, na produção do queijo, da linguiça ou da carne. Com o ‘selo’ do SIM, o consumidor leva para casa uma garantia de higiene e origem do que ele está colocando na mesa.
Outro ponto que será fortalecido pela implantação do sistema é o próprio setor produtivo. Não há como negar que o custo de produção, pelo menos inicialmente, vai existir. Mas mas regras de higiene, manipulação, armazenagem e dispensação de produtos implicam em profissionalização e em ganho de mercado, ou seja, no fim é um investimento. Quem se adequar para o SIM vai valorizar seu produto e pode almejar passos e mercados maiores, com a certificação para Inspeção Estadual.
A adoção do SIM não é exatamente uma novidade em termos de saúde pública. A atribuição desse tipo de sistema de fiscalização foi determinada a partir de 1989 em todo Brasil. Em tese, portanto, a maioria dos municípios já deveria ter organizado seus serviços de inspeção. Contudo, como de praxe, o custo do aparato técnico emperra a implantação da medida nacionalmente.
Causa um certo espanto que até hoje o município ainda não tivesse aderido à regulamentação. Atualmente, com a valorização do produto local e artesanal frente ao industrializado por conta de uma busca cada vez maior pela alimentação saudável e pelo consumo sustentável, dar garantias ao produto feito na cidade é fundamental, tanto em termos de saúde pública, quanto em estratégia de fomento dos empreendedores envolvidos.