A Prefeitura de Apucarana age de forma correta ao cobrar do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR) melhorias no Contorno Norte e também ao decidir assumir algumas obras emergenciais. O trecho de pouco mais de 12 quilômetros traz riscos à população de Apucarana, por conta de sua precariedade, principalmente em alguns acessos ao perímetro urbano.
O prefeito Junior da Femac (PDT) esteve reunido anteontem com o engenheiro Alex Severo, responsável interino pelo escritório regional do DER-PR para tratar do assunto. Com o DER-PR disse não ter condições de garantir as intervenções necessárias de forma imediata, o município decidiu intervir.
Os acidentes têm sido frequentes no Contorno Norte e estão ligados diretamente aos problemas de manutenção e sinalização. Na semana passada, por exemplo, duas pessoas morreram no acesso secundário ao Núcleo Habitacional Afonso Camargo, nas proximidades da Sociedade Rural. O veículo em que o casal Maria Inês Araújo e Francisco Ruiz Soares estava foi atingido por um caminhão. A mulher morreu na hora, enquanto homem não resistiu aos ferimentos no hospital.
A Prefeitura anunciou que irá construir acessos mais seguros na Rua Koey Tatessuji, junto à Sociedade Rural de Apucarana, e também na ligação da estrada do Barreiro com a Rua Antônio José de Oliveira (antigo lixão). Os investimentos estimados chegam a R$ 600 mil. Serão construídas faixas extras de espera para a conversão com mais segurança.
Apesar de ser uma obrigação do governo estadual, a Prefeitura de Apucarana mostra comprometimento em resolver uma situação que se arrasta há anos. O poder público precisa, muitas vezes, fazer a diferença e intervir quando as coisas não andam. Nesse caso, os investimentos podem ajudar a evitar novas tragédias, como a que vitimou os apucaranenses.
Por outro lado, o DER-PR não pode passar adiante esses problemas. O governo estadual tem a obrigação de manter a manutenção de suas rodovias e também realizar os investimentos. Apucarana vem crescendo muito em direção ao Contorno Norte e a infraestrutura viária original não comporta os novos empreendimentos industriais e também o avanço habitacional. É preciso garantir os investimentos necessários