Negar a crise econômica no Brasil é fechar os olhos para a realidade. A situação segue muito preocupante, com aumento do desemprego e também com a redução drástica de confiança do empresariado. No entanto, a resignação diante desse quadro é um fator que também preocupa. Esta não é a primeira tampouco a última crise nacional. É preciso buscar alternativas para superá-la.
A crise econômica gera uma grande “bola de neve”, atingindo todos os setores. Ontem, a Tribuna trouxe reportagem mostrando que o número de alvarás concedidos para novos empreendimentos em Apucarana despencou 42%. Foram apenas 394 no primeiro semestre deste ano contra 687 no mesmo período do ano passado. Por outro lado, o número de empresas fechadas manteve-se estável. Foram 242 encerrados neste primeiro semestre contra 240 nos seis primeiros meses de 2015.
Esses números de Apucarana mostram a falta de confiança para empreender em tempos de recessão econômica. É compreensível, é claro. No entanto, é preciso reduzir essa carga de pessimismo com o país. A crise existe, sim, mas é necessário enfrentar essa realidade com trabalho, coragem e, principalmente, muita criatividade.
Enquanto alguns setores empresariais reclamam, outros procuram formas de se manterem ativos e mobilizados na busca de novos clientes e mais negócios.
A reportagem da Tribuna trouxe, inclusive, alguns exemplos de empresários que estão na contramão da crise, investindo e abrindo novos empreendimentos na cidade, a partir de pesquisa e foco na gestão de seus negócios.
O governo tem a obrigação de recolocar o país nos eixos. O presidente Michel Temer (PMDB), que está prestes a ser confirmado no cargo com o julgamento final do impeachment da afastada Dilma Rousseff (PT) no Senado, precisa mostrar a que veio e apresentar soluções que ajudem nessa retomada. Por outro lado, não adianta esperar apenas que governo e economistas apontem o rumo. É fundamental mudar de atitude e interferir com coragem no próprio empreendimento se for necessário. São posicionamentos assim que sustentam um país nas horas mais difíceis. “Desistir nunca” deve ser o lema, mesmo que seja preciso mudar de foco. Afinal, inovar é uma palavra-chave atualmente para atrair novos clientes e se fortalecer num mercado tão competitivo.