A criminalidade é um problema de Apucarana. A cidade tem como desafio reduzir o número de furtos e assaltos que tiram o sono de comerciantes e moradores. As autoridades precisam reagir e colocar na cadeia esses bandidos que atacam lojistas e cidadãos, causando prejuízos aos negócios e também levando bens que, muitas vezes, são fruto do suor de anos e anos de trabalho.
Essa onda de furtos e assaltos não ocorre apenas na área central, onde está concentrado o maior número de estabelecimentos comerciais. Outras regiões da cidade também sofrem com esse problema e a insegurança chega a ser ainda maior, já que esses bairros ficam regiões mais isoladas.
Ontem, a Tribuna trouxe reportagem sobre a onda de assaltos na Vila Nova. Os comerciantes da região reclamam da criminalidade. Sem um policiamento mais intensivo naquele bairro, os ladrões não se inibem e agem em plena luz do dia.
Na quinta-feira de manhã, dois assaltos foram praticados num intervalo de poucos minutos. Um ladrão de bicicleta, veja só, roubou uma farmácia e, na sequência, invadiu uma loja de embalagens que fica ao lado. O criminoso fugiu e não foi localizado. Segundo os comerciantes da região, esse ladrão é suspeito de agir outras vezes na Vila Nova, mas até agora não foi detido pela polícia.
A farmácia, inclusive, convive com a rotina de furtos. Foram dois casos recentes, mas o estabelecimento já registrou outras inúmeras ocorrências do tipo, com bandidos armados levando o dinheiro do caixa.
Esse tipo de situação mina a paciência dos comerciantes. São delitos que provocam desânimo. Afinal, os comerciantes trabalham dentro da lei, pagam seus impostos e geram empregos, mas sentem-se abandonados pelas autoridades.
É preciso melhorar a segurança do comércio localizado fora da área central. Alguns bairros isolados mantém comércios organizados e sólidos, que também precisam contar com um sistema de proteção. É o caso da Vila Nova e também da Avenida Aviação, além de outras regiões da cidade.
Garantir mais segurança à população é fundamental. As pessoas não podem perder a esperança ou ficar descrentes assim, sentindo-se reféns da criminalidade. No caso da Vila Nova, uma resposta precisa ser dada. Um ladrão de bicicleta não pode praticar assaltos em série e não ser preso.