O cerco contra a presidente Dilma Rousseff (PT) está se fechando. A nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ministro da Casa Civil - suspensa agora pelo Supremo Tribunal Federal (STF) - ultrapassou todos os limites do bom senso. As interceptações telefônicas garantiram a “prova formal” que faltava para o impeachment no Congresso. O governo está encurralado e o afastamento da presidente é a resposta que sociedade exige nesse momento.
No “grampo” autorizado e divulgado pelo juiz federal Sergio Moro, Dilma confirma a sua intenção de obstruir a Justiça para proteger o seu “criador” Lula. Ao sugerir ao ex-presidente que utilize o termo de posse “no caso de necessidade”, a petista indica claramente esse objetivo. Os argumentos para negar essa hipótese são esdrúxulos.
Além da população, que saiu às ruas para pedir o afastamento da presidente, várias entidades de classe estão se organizando e reivindicando a saída. Associações comerciais de todo o País se manifestaram nesse sentido. Os empresários também querem o fim da era Dilma no País, como única forma de recuperar a economia e destravar o Brasil.
Não há outra saída. A continuidade da petista no cargo representa um ostracismo econômico e também uma ameaça às investigações de crimes. O novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, já avisou que poderá promover mudanças na Polícia Federal (PF).
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também decidiu apoiar o impeachment. Segundo a OAB, a presidente Dilma se afastou dos seus deveres constitucionais e está claramente incorrendo em crimes de responsabilidade.
A “obstrução da Justiça”, no caso Lula, é um crime grave, além das contundentes denúncias do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) feitas na delação premiada, nas quais ele revela ter atuado, em nome de Dilma, para que o ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas fosse nomeado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) sob o compromisso de libertar empreiteiros presos por suspeita de corrupção na Petrobras.
Ora, o afastamento de Dilma é necessário para retomar o rumo político e econômico de um país à beira do abismo.