Com um número crescente de casos, a dengue virou prioridade para o governo do estado. O boletim mais recente, divulgado anteontem registra um total de 3.293 casos confirmados da doença desde 28 de julho – quando inicia o ano epidemiológico - até agora. Em uma semana foram 662 casos a mais, com incremento de 25,16% em relação ao boletim anterior.
Onze municípios já registram epidemia da doença e duas mortes foram registradas. Há uma preocupação maior em torno da dengue por vários motivos. O primeiro é o aumento significativo de casos em relação ao ano passado. O percentual está na ordem de 2.500%. Por conta disso, os indicadores da Secretaria da Saúde apontam para uma epidemia da doença no estado.
De outro lado, estudos apontam que o mosquito está mais resistente a tal ponto que o fumacê – nome dado à aplicação de inseticida em larga escala – deixou de ser adotada como protocolo de controle da dengue. Ocorre que o Aedes Aegypti se tornou resistente aos produtos usados e a aplicação do produto se tornou ineficaz.
Outro ponto que tem causado preocupação é que o sorotipo circulante mais presente neste ano epidemiológico é o DEN 2, o qual a maioria da população ainda não teve contato e que eleva potencialmente a possibilidade de contágio.
Com um quadro de riscos, a aposta do governo do estado é criar uma força-tarefa para ampliar a ação contra o mosquito. A ideia é envolver órgãos estaduais e sociedade civil para fortalecer iniciativas para controlar a doença nos municípios paranaenses, especialmente naqueles já classificados como em situação de epidemia. Para tanto, será instituído um Comitê Gestor Interinstitucional para o Controle da Dengue e Outras Arboviroses no Estado do Paraná, com o objetivo de implementar e intensificar as medidas de prevenção, controle e combate a vetores. O Comitê é composto, inicialmente, por 24 órgãos federais, estaduais e municipais, e tem a coordenação da secretaria de Estado da Saúde.
É fato que combater a dengue é um esforço conjunto que exige participação de todos. Um quintal sem cuidado compromete toda a vizinhança. É preciso que todos se conscientizem disso. O governo está fazendo a sua parte, e a população?