Apucarana e Arapongas estão entre as dez cidades do Paraná que mais cortaram vagas formais de emprego de janeiro a novembro deste ano, segundo a atualização mais recente do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Juntas, as duas cidades cortaram 3,6 mil postos de trabalho. Em toda a região, foram 4,1 mil vagas extintas.
Esses números refletem, localmente, a crise econômica que o Brasil enfrenta em 2015. Em todo o País, foram 945.363 vagas de trabalho com carteira assinada fechadas de janeiro a novembro, segundo o Caged. Apenas em novembro, o país perdeu 130.629 vagas de trabalho, o pior para o mês desde 1992.
A economia não dá sinais de recuperação. Na sexta-feira, inclusive, o governo sofreu mais um baque em sua credibilidade, com a demissão do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que será substituído por Nelson Barbosa, que estava na pasta de Planejamento.
A substituição mostra a falta de coerência do governo na condução da política. Sai Levy, um neoliberalista, e entra Barbosa, que defende a maior presença do Estado na política econômica.
A mudança foi criticada por analistas internacionais, afinal, Levy mantinha como postura a defesa do cumprimento de metas fiscais e o controle de gastos públicos era o seu principal “cavalo de batalha”. Justamente o que o Brasil mais precisa nesse momento de crise.
Já Barbosa atuou fortemente na pasta da Fazenda no primeiro mandato de Dilma, quando houve uma forte expansão do gasto público, que é uma marca do governo do PT. Ou seja, o Palácio do Planalto volta às origens, o que preocupa o mercado internacional e pode representar a continuidade da crise econômica que assola milhões de brasileiros, gerando desemprego, como o mostrado justamente na sexta-feira no penúltimo levamento mensal de empregos do ano do Caged.
As políticas sociais adotadas pelo governo do PT foram importantes, sim, mas representaram um custo muito alto para o País. Com esse fardo pesado para carregar, as finanças brasileiras foram à bancarrota. O governo federal não pode abrir mão de cumprir suas metas fiscais e controlar os gastos públicos. Caso contrário, a economia do País continuará definhando.