OPINIÃO

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Dia Internacional da Mulher

​Por Ernesto Siqueira, de Rosário do Ivaí

| Edição de 08 de março de 2018 | Atualizado em 06 de março de 2018

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Oito de março, consagrado o “Dia Internacional da Mulher” originou-se de uma luta ordeira, porém um fato lamentável. Em Nova Iorque, 1857, mais de 130 mulheres foram queimadas dentro de uma fábrica onde trabalhavam e reivindicavam redução da jornada de trabalho de 16 para 10 horas diárias. Para que outras seguidoras conquistassem a verdadeira emancipação durante a travessia das eras, essas heroínas anônimas deram o que elas tinham de mais precioso, “a própria vida”. 

In memoriam, palavra de origem latina que quer dizer lembrança. Lembrança que somente em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que 8 de março passaria a ser o Dia Internacional da Mulher, sendo ratificado pela ONU, em 1975, através de decreto. Assim o dia ficou perpetuado, e a honraria às mulheres é reconhecida em todo o globo terrestre.
No Brasil, que todo dia é o dia da mulher, é oportuno lembrar que muitas mulheres ajudaram e ainda ajudam escrever nossa história desde 22 de abril de 1500. Foi assim que estudando os feitos históricos de algumas das mulheres deste Brasil Continente, que encontrei o nome e o ato de uma heroína aborígine com o nome de Clara Camarões. Sua bravura, destemor e determinação, foi fundamental na expulsão dos holandeses de Pernambuco. Por esse feito foi agraciada pelo Imperador D. Pedro II, recebendo o título de “Senhora”.
Após esses 518 anos, hoje, 08-03-2018 da era cristã, vislumbra-se que as mulheres evoluíram bravamente em todos os setores de atividade humana, desde empresas públicas e privadas, acumularam vitórias semeado a ideia de que vencer é possível, basta dar o primeiro passo com “determinação, garra e otimismo”. 
Mary Del Priore, em seu livro, “A mulher na história do Brasil”, conta a trajetória das mulheres desde o Brasil Colônia. A reflexão que resta é remeter à Sociologia que foi criada por Augusto Comte, absorvida, aplicada e praticada pelas mulheres brasileiras, na família, na comunidade, na economia, na sociedade e na política. Na política, segundo IBGE, em 2016, 638 mulheres foram eleitas prefeitas de suas cidades. E, na mesma esteira, 7803 foram eleitas para ajudar fazer as leis nas Câmaras Municipais e 05 mulheres ocupam cadeiras como deputadas distritais na Câmara Legislativa do Distrito Federal. 
Desse ponto, peço licença para dar parabéns especial e, em caixa alta, para TERESA SURITA, eleita pela 5ª vez prefeita de Boa Vista, Capital de Roraima. “Pois a grandeza não está em receber honras, é preciso merecê-las” (Aristóteles). 
Também peço escusas pelo anacronismo, pois a espontaneidade e rapidez com que brotam as ideias, não resta tempo para ficar atrelado às regras da historiografia. Nesse passo, às vezes, como autor fico apaixonado pelo tema relacionado ao artigo e desperta o interesse de perseguir documentos com os mais variados assuntos, inclusive alguns que estão guardados nas prateleiras empoeiradas de minha memória. E foi assim que paginando a Bíblia Sagrada, encontrei em gênesis 2:22, que Eva, foi criada com a mesma altura e nível de sabedoria de Adão. 
Desta arte, sem muito esforço, vê-se que foi puxado só um pouquinho a brasa para as brasileiras, cuja inspiração veio do livro “Direito das Mulheres e Injustiça dos Homens, da potiguar Dionísia Floresta Brasileira Augusta ou Nísia Floresta.Parabéns a todas as mulheres pelo seu dia.