OPINIÃO

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Doação de órgãos é um gesto de que salva vidas

Da Redação

| Edição de 05 de setembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O Paraná iniciou as atividades da campanha “Setembro Verde”, que tem como objetivo conscientizar sobre a importância da doação e transplante de órgãos. O Sistema Estadual de Transplantes vai promover durante todo mês ações para destacar o tema junto à sociedade em parceria com hospitais e regionais de saúde. A doação de órgãos precisa ser estimulada para reduzir o número de pessoas na fila de espera. Muitas vidas ainda deixam de ser salvas por preconceito e falta de informação. 

Houve um grande avanço nos últimos anos, mas ainda é preciso realizar mais procedimentos. Apenas este ano, já foram feitos 484 transplantes no Paraná. Destes, rins e fígado lideram o ranking dos órgãos mais transplantados, com 274 e 151 procedimentos, respectivamente. O Paraná, atualmente, está em segundo lugar no país com maior número de doações efetivas. Mesmo assim, são preocupantes os números de familiares que rejeitam a doação. De janeiro a junho deste ano, a Central Estadual de Transplantes registrou 134 recusas, ou seja, pessoas declaradas com morte encefálica e que seriam potenciais doadores, mas que a família não autorizou a doação.
Essa situação reflete ainda a falta de informação. Por isso, a importância de campanhas de orientação e conscientização, como o Setembro Verde. Somente as famílias podem autorizar a doação e, infelizmente, muitas pessoas que estão na fila de transplantes não são atendidas por conta do preconceito dos familiares. Afinal, não adianta a pessoa deixar por escrito que tem a intenção de doar. Somente a família pode autorizar a doação. Assim, é fundamental que as pessoas que decidam ser doadoras de órgãos comuniquem suas famílias, deixando clara a intenção. 
Pesquisa recente da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos mostra que a taxa de doadores aumentou 3,5% no país, atingindo 14,6 doadores efetivos a cada milhão de habitantes. A expectativa era alcançar, em 2016, 15,1. Já para este ano, a meta é atingir a taxa de 16,6 doadores a cada milhão de habitantes. O Brasil ocupa a 27ª colocação em doação de órgãos, em uma lista de 46 países. Em primeiro lugar está a Espanha, com 39,7 doadores efetivos a cada milhão de habitantes
Entre as 34.542 pessoas que esperavam um transplante em dezembro de 2016, 21.264 aguardavam rim, 10.923 córnea, 1.331 fígado, 282 coração, 172 pulmão, 539 pâncreas e rim e 31 pâncreas.
Ou seja, a fila é enorme. Somente aumentando o número de doadores serão possível reduzir o sofrimento dos pacientes e das famílias. A doação de órgãos é mais do que um gesto de solidariedade, é uma demonstração de fé na vida. É preciso melhorar os índices no Brasil, abraçando essa causa de suma importância.