OPINIÃO

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​É fundamental combater e punir os crimes de trânsito

Da Redação

| Edição de 28 de fevereiro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Gera preocupação o aumento dos crimes de trânsito em Apucarana. Apenas na 2ª Vara Criminal, o índice subiu 48,7%. Foram 171 novos processos em 2017 contra 115 no ano anterior. O aumento de casos merece uma reflexão, já que os crimes de trânsito são infrações gravíssimas, que representam grande risco, e são passíveis de processos penais. 

São 11 crimes de trânsito descritos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A pena varia de acordo com a gravidade da infração cometida de acordo com os artigos que vão do 302 ao 312. 
Se houver lesão corporal, a pena varia entre seis meses e dois anos de reclusão. Nos casos de homicídio, a pena vai de dois a quatro anos. Já a embriaguez ao volante pode gerar prisão de seis meses a três anos. No entanto, foi aprovada uma nova lei que amplia para cinco a oito anos o prazo de punição em caso de morte no trânsito, no caso de o motorista causador do acidente tenha bebido. A lei foi sancionada em dezembro do ano passado e entra em vigor agora em junho.
Os crimes no trânsito são graves e geram ampla repercussão no caso de vítimas. O caso mais emblemático é do ex-deputado estadual do Paraná Luiz Fernando Ribas Carli Filho, acusado de matar dois jovens, de 20 e 26 anos, em uma batida de trânsito em maio de 2009. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) sustenta a tese de que Carli Filho assumiu o risco de matar ao dirigir após consumir bebidas alcoólicas e, por isso, ofereceu denúncia por duplo homicídio com dolo eventual. A defesa, contudo, argumenta que as mortes foram resultado de um mero acidente de trânsito, causado porque o veículo dos jovens cruzou a via preferencial.
Em Apucarana, apenas um caso de dolo eventual foi julgado no ano passado na Comarca, segundo o juiz Oswaldo Soares Neto. Um homem de 41 anos foi condenado a sete anos e seis meses de cadeia em regime semiaberto. Esse motorista atropelou e matou uma mulher em 2014. Exames apontaram que ele estava embriagado. O réu foi sentenciado em agosto de 2017.
Os crimes de trânsito precisam ser combatidos e, principalmente, punidos com rigor. A embriaguez ao volante é um problema sério. Diariamente, inúmeros motoristas dirigem após consumir bebidas alcoólicas, gerando um risco imenso de acidentes. É algo inaceitável. É preciso respeitar a vida, acima de tudo, no trânsito.