Melhorar o atendimento na área de saúde é um dos principais desafios do poder público. Garantir um sistema de qualidade exige organização, planejamento e investimentos. É algo complexo, mas que precisa ser encarado como uma missão primordial pelos governantes.
A Prefeitura de Apucarana vem obtendo resultados positivos nos últimos anos. É claro que os problemas ainda persistem, mas os avanços são inegáveis.
Na reunião mensal do Conselho Municipal da Saúde, realizada na semana passada, o município apresentou o Relatório Anual de Gestão (RAG) 2017 e um demonstrativo da aplicação dos recursos municipais em saúde entre 2011 e 2017. Por lei, os municípios devem direcionar para a saúde um repasse mínimo de 15% da receita corrente líquida. Em Apucarana, no entanto, esse percentual chegou a 20,09% em 2017. Em termos de valores, o recurso municipal aplicado no setor saltou de R$ 14.343.092,87 em 2011 para R$ 32.645.809,22 em 2017. Comparativamente, Apucarana investiu 34% acima do índice mínimo estipulado por lei.
É algo significativo. Esses recursos a mais aplicados na saúde fazem a diferença, sem dúvida. Apucarana investiu muito nos últimos anos na contratação de mais médicos e outros profissionais de apoio para atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), postos de saúde e também no Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu). Esse reforço de pessoal é fundamental. A população quer ter acesso aos médicos e exames como mais facilidade. Esse era um problema muito grave, que hoje foi amenizado em Apucarana. O município também ampliou o número de exames ofertados, o que também é fundamental para garantir um atendimento de qualidade
É óbvio que muitos desafios persistem. A saúde pública é sensível e qualquer desvio de rumo traz prejuízos ao serviço e provoca uma enxurrada de reclamações. Recentemente, a ausência de um médico em um posto de saúde gerou reclamações dos moradores, que não aceitam ficar sem atendimento. Quando há grande movimento na UPA, as reclamações também crescem. É algo inevitável. Evidentemente que o poder público precisa contingenciar essas situações. No entanto, é preciso olhar a situação como um todo e os avanços são visíveis por conta, justamente, desse acréscimo no investimento na saúde pública, muito acima do mínimo exigido.