OPINIÃO

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É preciso buscar soluções para a população de rua

Da Redação

| Edição de 07 de agosto de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Buscar alternativas para solucionar o aumento da população de rua tornou-se um desafio para a maioria dos municípios brasileiros, principalmente de porte médio, como Apucarana. É uma situação complexa, já que muitas mendigos e andarilhos têm problemas com drogas e rejeitam a abordagem dos profissionais da área social. 

Em Apucarana, o problema vem aumentando nos últimos anos. É grande o número de pedintes em várias regiões da cidade, principalmente na Praça Rui Barbosa. Muitos deles acabam intimidando os pedestres, pedindo dinheiro ou ofertando “serviços” de cuidadores de carros na base da ameaça. 
A Secretaria Municipal de Ação Social de Apucarana realiza um acompanhamento desses moradores e tem uma estrutura para esse trabalho. O Centro Pop, por exemplo, realizou 800 atendimentos apenas em julho. O número de cadastrados como moradores de rua, no entanto, é de apenas 60. São pessoas que têm residência na cidade e familiares, mas optam por dormir ao relento. 
A maioria tem problemas com uso de álcool e entorpecentes. Assim, tem dificuldades de seguir regras sociais e acabam não permanecendo com suas famílias ou em abrigos. A rua vira refúgio, de onde sair não é uma tarefa fácil. 
Muitos rostos são conhecidos. Entre os moradores de rua de Apucarana, por exemplo, há um antigo garçom de bares e boates da cidade. No entanto, vive perambulando pela cidade há anos. Há outro que é reconhecido por ter uma família consolidada em Apucarana, mas também prefere o relento por conta do vício de drogas. 

Nem todos, porém, são inofensivos. Há inúmeros casos de crimes praticados por essas pessoas, principalmente contra a mulheres e adolescentes. 
Por isso, o desafio é imenso. É preciso buscar formas de ajudar essas pessoas e resolver esse problema que preocupa a toda sociedade.
O principal passo, sem dúvida, é oferecer tratamento médico e psicológico. A dependência química é o principal problema a ser combatido. É importante também garantir apoio na área de habitação e também recolocação profissional quando os demais passos lograrem êxito. 
É urgente encontrar uma política mais eficaz de tratar do assunto. São cidadãos sem rumo, mas que têm histórias de vida, muitas vezes desconhecidas e transformadas por conta de decisões pessoais erradas.
Por outro lado, a população também precisa fazer a sua parte, não dando esmola. É um erro. Esse comportamento não ajuda. Pelo contrário, acaba alimentando o vício desses moradores de rua, que sentem-se mais confortáveis em não aceitar ajuda especializada. Enfim, é preciso unir esforços para solucionar esse grave problema social e de segurança na cidade.