OPINIÃO

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É preciso monitorar as redes sociais dos filhos

Tribuna do Norte

| Edição de 13 de dezembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A prisão de um homem de 28 anos em Apucarana, suspeito de pedofilia, serve de alerta para muitos pais. Antônio Henrique Rodrigues, que morava no Núcleo Habitacional João Paulo, criou um perfil falso nas redes sociais para aliciar crianças e adolescentes. Ele acabou preso por armazenar material pornográfico de menores e pela suspeita de seduzir um menino de 12 anos pela internet.

Esse caso mostra a importância de os pais prestarem atenção ao conteúdo que o seu filho está acessando na internet. É preciso conversar com eles sobre o perigo escondido nas redes sociais. Muitos abusadores se aproveitam da ingenuidade de crianças e adolescentes.

O uso da internet por crianças deveria ser controlado ao extremo. Na verdade, não é ideal que elas acessem as redes sociais sem o acompanhamento dos pais ou responsáveis. Quanto aos adolescentes, é fundamental orientá-los a não fornecer informações pessoais, fotos comprometedoras ou com cunho sexual, a não interagir com estranhos, principalmente em vídeo, e não dizer onde estuda ou mora.

A pedofilia é um problema sério e que exige maior atenção das autoridades. Essa prática terrível se alastra pela internet e, se não houver orientação da população, mais casos como esse registrado em Apucarana podem ocorrer, gerando traumas que podem durar para toda a vida para esses menores.

O caminho é a orientação e a precaução. Muitos pais, infelizmente, subestimam os riscos da internet e deixam seus filhos acessarem à rede sem nenhum acompanhamento. Esses são os alvos mais fáceis dos pedófilos, que aproveitam o anonimato da internet para seduzir e manipular crianças e adolescentes. Depois do abuso, as consequências ficam para a família. Por isso, a prevenção é fundamental.

À Justiça, cabe o dever de tirar de circulação esses abusadores. Eles não podem viver em liberdade, pois representam um risco. É preciso garantir uma rede de proteção para evitar o aumento desses casos. É importante também estudar uma forma de combater essa conduta por meio da internet. Enfim, é necessário unir forças para combater esse crime que traumatiza tantas famílias.