Um levantamento divulgado pela Autarquia Municipal de Saúde (AMS), de Apucarana, sobre o número de mortes no trânsito da cidade, é alarmante. De janeiro de 2013 a dezembro do ano passado, 112 pessoas perderam a vida vítimas de acidentes. Os números são do Ministério da Saúde e levam em conta as vítimas no local do acidente e aquelas que morreram em hospitais.
Nesse período, de pouco mais de três anos, foram atendidas 2.169 pessoas feridas em 1.632 acidentes pelo Samu e também pelo Corpo de Bombeiros. Foram 63 vítimas fatais, ou seja, no local da ocorrência, enquanto outras 49 não resistiram aos ferimentos e morreram em hospitais.
Além da perda das vidas, esses internamentos representam um custo pesado para o Estado. Afinal, muitas vítimas de acidentes podem permanecer até várias semanas internadas. Em caso de recuperação, ainda precisam passar por sessões de fisioterapia ou outros tratamentos complementares.
Em 2014, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), cerca de 170 mil acidentes de trânsito foram registrados apenas nas rodovias federais brasileiras, gerando um custo para a sociedade de R$ 12,3 bilhões. Em torno de 64% desse valor total estava associado às vítimas dos acidentes, como cuidados com a saúde e perda de produção devido às lesões ou morte. Já 36% estavam associados aos veículos, como danos materiais e perda de cargas, além dos procedimentos de remoção dos veículos acidentados.
Ou seja, a violência no trânsito tem um custo altíssimo para a sociedade e o poder público, sem contar o trauma familiar motivado pela perda de familiares em acidentes nas rodovias e também no perímetro urbano das cidades.
Esses índices alarmantes exigem uma reflexão para o comportamento ao volante. Falta conscientização e educação, principalmente. Muitos desses acidentes estão longe de ser meras fatalidades. São riscos assumidos por motoristas que extrapolam os limites de velocidade, ultrapassam em locais proibidos ou dirigem embriagados.
É preciso adotar uma nova postura no trânsito, de maior respeito e ponderação. É fundamental rever os conceitos e ser mais compreensivo, paciente e tolerante. Somente assim será possível reduzir o número de mortes.