A instabilidade política brasileira está trazendo graves consequências à economia. A insegurança é generalizada, principalmente entre os trabalhadores, que temem mais demissões caso não haja uma mudança nos rumos do país. Nesse sentido, a saída da presidente Dilma Rousseff (PT) se apresenta como o caminho mais curto para isso.
No domingo, a Tribuna trouxe reportagem com representantes da sociedade sobre o assunto. Há uma desesperança entre a população, que não consegue enxergar no horizonte uma saída para esse impasse político. Além do problema da corrupção, que foi institucionalizada nesse governo, há uma disputa de poder intensa que também não pode ser negada por trás dos movimentos das ruas que cobram o fim dos desvios de recursos.
Especialistas em economia e o empresariado são unânimes em apontar a mudança de governo como uma forma de estancar essa “sangria”. Na verdade, não é preciso ser nenhum entendido para chegar a uma conclusão semelhante. Se o Brasil continuar nessa toada, de caos político e insegurança institucional, a tendência é de mais desemprego e queda de renda dos brasileiros.
O estrago provocado pelos escândalos decorrentes da corrupção e também pela má gestão administrativa da presidente Dilma Rousseff (PT) é imenso. O atual modelo de política econômica está completamente fracassado e, com a manutenção de Dilma no poder, não há perspectiva de mudanças. O ingresso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no governo - ingresso é força de expressão, afinal as gravações telefônicas divulgadas mostram que ele nunca se ausentou dos assuntos do Palácio do Planalto - tende a piorar ainda mais. O mercado oscila para baixo a cada manifestação pública do ex-presidente.
A maior vítima dessa situação é o povo. A deterioração de credibilidade política, aliada à falta de capacidade e visão na condução da economia, colocou o País à beira do abismo. Somente uma “sacudida”, uma resposta rápida e dura, poderá reverter o quadro. O atual governo não tem mais condições nesse sentido. O Brasil pagará um preço muito alto e a consequência será a quebra de empresas e o desemprego generalizado.
OPINIÃO
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