OPINIÃO

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É preciso reduzir ainda mais os cargos federais

Da Redação

| Edição de 15 de maio de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O novo ministro do Planejamento, Romero Jucá, anunciou na sexta-feira a redução de quatro mil cargos comissionados no governo de Michel Temer (PMDB). O inchaço da máquina administrativa era uma marca dos petistas Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva. Na maioria dos casos, os postos eram ocupados por apaniguados, sem nenhum compromisso com o poder público, mas que recebiam polpudos salários da União.

A questão do excesso de comissionados é uma prática nefasta do poder público, de modo geral, mas que foi levado ao extremo pelos governos petistas. Os cargos de confiança são criados aos borbotões para beneficiar aliados. A produtividade dessas nomeações é nula. São agrados políticos. Isso ocorre na União, mas também em Estados e municípios.

Esse tipo de situação deveria ser combatido. É inaceitável esse inchaço na máquina pública. É inaceitável também a nomeação de ministros e outros cargos de alto escalão sem critérios técnicos, como forma apenas de encaixar aliados de partidos públicos, visando a governabilidade. Com isso, setores importantes ficam travados pela inabilidade dos titulares das pastas.

A iniciativa do governo Temer, especificamente, é elogiável. É preciso rever a estrutura organizacional do governo. Na verdade, cortar quatro mil postos de trabalho ainda é pouco. A “faxina” deveria ser ainda maior como forma de economia de gastos.

A presidente afastada Dilma Rousseff, num ato de desespero com a crise nas finanças, anunciou redução de cargos comissionados e algumas intervenções em ministérios. No entanto, isso não passou de discurso. Na prática, poucos postos foram extintos.

Temer começou bem reduzindo o número ministérios. Agora, são 24 pastas. É um número mais do que suficiente e ainda está muito acima de países desenvolvidos.

O excesso de ministérios é uma prática recente dos governos, sempre com a necessidade de alojar mais e mais aliados. Havia um tempo em que o cidadão sabia de cor os principais ministros. Hoje, a maioria não sabe responder a perguntas básicas, sobre o nome do ministro da saúde ou da educação, por exemplo.

Há uma falta de critério nas escolhas e mudanças abruptas de nomes. Assim, fica difícil colocar em prática planos de governo e ideologias.

O Brasil precisa de estabilidade nesse momento. A saída da presidente Dilma Rousseff representa essa oportunidade de pacificação. É claro que será impossível colocar a casa em ordem em seis meses tampouco em dois anos. Será preciso muito trabalho e o caminho, certamente, terá muitas dificuldades pela frente. O importante nesse momento é retomar a confiança, primeiro, da população; depois, de investidores. É preciso abandonar esse estado de letargia.