Os preços praticados pelos postos de combustíveis de Apucarana geram polêmica. E não é de hoje. Muitos motoristas questionam há tempos a diferença dos valores em comparação com estabelecimentos de cidades vizinhas, que conseguem vender a gasolina, o etanol e o diesel, quase sempre, com preços muito menores e mais atrativos. É preciso uma explicação para isso, pois o consumidor sente-se prejudicado. Alguns optam por abastecer em Londrina, por exemplo, o que prejudica os próprios estabelecimentos apucaranenses.
A Tribuna divulgou na edição de ontem que o Procon está investigando a política de preços dos postos de combustíveis de Apucarana. A ação foi motivada pelo alto número de pessoas que procuraram o órgão reclamando dos valores da gasolina, especificamente, praticados na cidade. A repercussão à reportagem da Tribuna foi imediata. Muitos leitores correram para as redes sociais para opinar sobre o assunto, acrescentando detalhes e mais críticas sobre a política de preços. Isso significa que alguma coisa está fora do lugar realmente.
Em Londrina, por exemplo, o preço da gasolina atualmente está quase 30 centavos mais barato por litro. Essa diferença em relação a Apucarana já foi maior. Em alguns postos o litro do combustível já chegou a ser vendido por uma diferença de até 40 centavos. É muita coisa, levando em conta que as duas cidades ficam distantes apenas 60 quilômetros.
O assunto, de fato, é polêmico. A maioria dos postos de combustíveis de Apucarana tem muita tradição, funcionando há anos. É importante que esses estabelecimentos, juntamente com o Sindicombustíveis, apresentem aos clientes e consumidores as razões dessa discrepância. O trabalho do Procon nesse sentido também é fundamental e precisa ser feito de forma independente.
A questão dos preços dos combustíveis, é verdade, é bastante confusa. A Petrobras mudou a política de preços neste ano. A partir de agora, os valores praticados nas refinarias mudam de acordo com o quadro internacional. Antes, os preços eram fixos e tabelados. Essa mudança, na teoria, poderia representar benefícios. Afinal, se a cotação caísse no mercado internacional, os preços baixariam nas refinarias e também para o consumidor final. No entanto, não é bem isso que está acontecendo. Os preços até ficam mais acessíveis nas refinarias, mas demoram muito a chegar – quando chegam – ao motorista que abastece o carro no posto de combustível.
É um assunto controverso. No entanto, falta transparência na política de preços para que o consumidor tenha convicção de que não está sendo prejudicado. Isso é fundamental para evitar teorias da conspiração ou invencionices sobre os motivos das discrepâncias de preços. Tudo é questão de informar e esclarecer a população.