OPINIÃO

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Efetivo policial precisa ser ampliado no PR

Tribuna do Norte

| Edição de 24 de janeiro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Os municípios da região devem ganhar reforço no efetivo policial. O comando-geral da Polícia Militar do Paraná (PM-PR) confirmou a abertura de novo Curso de Formação de Soldados (CFS), que será ministrado no 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Apucarana. O número de alunos não foi anunciado, mas a expectativa é formar 60 PMs. Todos seriam locados em municípios do Vale do Ivaí.

A ampliação do efetivo da PM é fundamental para conter o ímpeto dos criminosos. Nos últimos anos, os bandidos têm atuado com maior frequência em cidades de menor porte, aproveitando justamente o déficit de policiais. Em alguns municípios, apenas um ou dois policiais atuam no plantão, facilitando a ação dos assaltantes.

É por isso que as quadrilhas da dinamite e outros grupos que agem em roubos a bancos passaram a atuar de forma mais consistente em pequenos municípios. Nesta semana, uma operação estadual prendeu 21 integrantes de um grupo que teria praticado 22 crimes no Paraná, sendo que dez em cidades do Vale do Ivaí e região.

É inegável que a falta de policiamento atrai os criminosos. Eles sentem-se mais seguros em praticar seus crimes e até chegam a cercar destacamentos, cientes do maior poderio de fogo e da superioridade numérica.

Por isso, é fundamental reforçar o policiamento nas pequenas cidades. É inadmissível que homens de segurança pública sejam subjugados por bandidos. Em Borrazópolis, um PM - o único de plantão no dia- chegou a ser feito refém pelos assaltantes no ano passado e conduzido sob mira de pistolas e metralhadoras até duas agências bancárias, enquanto os ladrões praticavam seus furtos.

A defasagem de efetivo da PM e também da Polícia Civil vem se arrastando há anos no Paraná. O atual governo tem ampliado o número de contratações, mas é fundamental aumentar ainda mais as convocações. Há o desafio de conciliar a necessidade de reforçar a segurança pública com o limite de gastos com a folha de pagamento, mas essa é a missão dos governantes. A população exige proteção. Os pequenos municípios querem voltar a ser localidades pacatas, de vida tranquila e sossegada, como eram há pouco tempo.