OPINIÃO

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Eleições americanas: Hillary x Trump

Por Thadeus Palka, advogado em Apucarana

| Edição de 23 de novembro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A última eleição americana surpreendeu o mundo inteiro com o anúncio da vitória do milionário Trump, quando se acreditava na vitória de Hillary como certa.

A imprensa de modo geral é e sempre será a principal formadora de opinião, principalmente a americana que possui condições para definir os destinos de uma eleição, quando dava como certa em favor de Hillary, embora com pequena margem de vantagem, e, por incrível que pareça, enganou-se quando deu apoio total e irrestrito a ela.

Trump, milionário, foi considerado uma piada ao candidatar-se ao cargo de Presidente dos EE. UU, mesmo sendo um grande empreendedor, principalmente, no ramo imobiliário e não tinha nenhuma experiência política que não o credenciava a ser candidato do maior país do mundo em todos os sentidos, quer econômico-financeiro- militar-social.

Segundo analistas, Trump tinha habilidade de expor suas ideias no mesmo linguajar do povo e facilidade de expor os problemas inquietantes por que passa o povo americano.

As pesquisas eleitorais falharam porque suas previsões giravam em torno da vitória de sua oponente Hillary, embora com pequena vantagem.

Sabe-se que o sistema eleitoral americano é bem diferente do nosso, não obstante o candidato tenha maioria de votos, deixa de ganhar uma eleição pela maioria de delegados do outro de cada estado.

O sistema eleitoral americano é distante do brasileiro porque permite que a votação ocorra antes do dia de eleição e o voto não é obrigatório; é bem diferenciado do brasileiro.

Assim, o jornalista Carlos Alberto Di Franco, da Gazeta do Povo, explica que é preciso ouvir as pessoas, sair às ruas, fazer jornalismo. As redes sociais registram forte rejeição à mídia. Sem jornalismo público, independente e qualificado, o futuro da democracia é incerto e complicado. Ao mesmo tempo, a sobrevivência dos meios tradicionais demanda foco absoluto na qualidade de seu conteúdo.

O importante é produzir informação de alta qualidade técnica e ética. Diz, ainda, que militância e jornalismo não combinam. O militante não sabe que o importante no jornalismo é saber escutar. É estar junto com o povo e ser capaz de sentir os seus desejos; falou a língua do povo e não se distanciou dele, embora nunca tenha militado na politica e, mesmo assim, soube conquistar o principal posto de governante da primeira nação do mundo.

Finalmente, grandes transformações poderão acontecer num futuro próximo, levando-se em conta o que está para acontecer com a saída da Inglaterra do bloco da Comunidade Europeia, questão já decidida e que, por certo, modificará todo panorama econômico-financeiro mundial.