O Ministério do Trabalho divulgou anteontem os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mostra o saldo de demissões e admissões no e é o principal indicador do mercado formal de trabalho, aquele com carteira assinada, que recolhe INSS, FGTS e afins. Os números novamente foram negativos no mês de junho. Negativos pelo 15º mês seguido. Desde abril de 2015 o país não registra um saldo líquido positivo entre a criação e o encerramento de postos de trabalho.
Nestes 15 meses, foram fechados mais de 2 milhões de vagas de empregos no País, mais que toda a população de Curitiba, por exemplo. No entanto, ao que parece, uma luz começa a tremular no fim do túnel. Apesar do saldo negativo, os números apontam para uma desaceleração dos cortes. Em junho deste ano, foram cortados 91 mil postos de trabalho no Brasil, aproximadamente 18% menos do que junho de 2015.
A mesma tendência foi registrada também no Paraná. O Estado fechou junho com um saldo negativo de 7.130 postos formais de trabalho. No mesmo período do ano passado, o saldo havia sido negativo em 8.893 empregos, uma redução de 19%. Para fechar análise, em Apucarana também há uma diminuição significativa de perda de vagas no comparativo com o ano passado. Em junho de 2015, 304 vagas haviam sido extintas no município, no mês passado foram 95.
A redução de vagas está espalhada por quase todas as áreas da economia. No cenário nacional, em junho, apenas os setores de administração pública e agropecuária - que sofre importante influência sazonal - apresentaram um saldo positivo.
A agropecuária também aparece como a tábua de salvação no Paraná. O setor foi o que mais contratou no mês passado no estado, abrindo 460 vagas. No acumulado de janeiro a junho, em que o Estado perdeu 16.512 vagas, o desempenho do setor também tem impacto positivo, principalmente em frente aos resultados negativos da indústria e do comércio, fruto de um efeito em cadeia da crise.
No semestre, o setor serviços foi o que mais contratou, abrindo 1.831 empregos. A agropecuária ficou em segundo lugar, com saldo positivo de 1.471 vagas.
É, mais uma vez, o socorro do campo para a cidade, mesmo sob os efeitos do El Niño, da quebra da safra de soja, entre outros.
Reflexo disso é que a indústria de alimentos do Estado, com predominância do abate e transformação de carnes, acumula, de janeiro a maio deste ano, crescimento de 3,5% na produção na comparação com o mesmo período do ano passado no Paraná. É, enfim, uma boa notícia entre tantas negativas do noticiário econômico. Nesse sentido, fortalecer a classe produtiva significa, necessariamente, investir no campo.
OPINIÃO
MAIS LIDAS
-
Política
08/05Ratinho Junior autoriza curso de medicina gratuito em Apucarana
-
Economia
10/05IR 2026: chance de inclusão no primeiro lote acaba neste domingo
-
Cidades
08/05“Prometi continuar”: viúva mantém trabalho solidário criado pelo marido
-
Economia
10/05Como declaro poupança, renda fixa e variável no Imposto de Renda?
-
Esportes
10/05Brasil ganha bronze na Copa do Mundo de canoagem