O ritmo acelerado da construção civil tem transformado a região. Até poucos anos atrás, a linha do horizonte em Apucarana e Arapongas apresentava poucos recortes. Hoje, uma profusão de edifícios, prontos ou em construção, faz com que as pessoas passem a olhar cada vez mais para o alto ao andar nestas cidades. E isto gera impacto.
A evolução dos prédios em Apucarana já é bem conhecida pelo menos desde 2015, um ano após a aprovação do novo Plano Diretor do município, que alterou as regras de verticalização da cidade, ampliando as áreas que poderiam receber edifícios maiores. A partir daquele ano, a criação de novos e imponentes empreendimentos chamou a atenção até mesmo do poder público, que não esperava uma demanda tão reprimida de prédios na cidade. Ano após ano, a cidade foi ganhando cada vez mais prédios, ritmo que ainda não parou cinco anos depois da nova lei.
A surpresa é que, pela primeira vez, foi possível concluir que Arapongas também tem registrado uma abundância de construções verticais. Um levantamento inédito do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) da cidade apontou que 23 novos edifícios tiveram construções iniciadas nos últimos cinco anos, uma média de um a cada quatro meses.
Não é segredo que a Construção Civil emprega muita gente. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), Apucarana e Arapongas têm, juntas, cerca de 1,7 mil pessoas empregadas no setor. São famílias que dependem do aquecimento deste setor para se manterem.
Além do impacto social pontuado acima, há ainda as consequências na urbanização das cidades. Se, por um lado, condomínios verticais trazem benefícios, também geram problemas que precisam ser resolvidos pelo poder público. Todo o gasto com a urbanização de uma grande área para a criação de um novo loteamento, como ruas, galerias pluviais e serviços de água, esgoto e energia elétrica ficam bastante reduzidos com a verticalização. No entanto, o maior impacto negativo é no trânsito: muita gente concentrada em uma área pequena leva a um aumento no fluxo de pessoas, sejam pedestres ou motoristas.
Deste modo, é possível afirmar que o aumento no número de prédios traz consequências benéficas importantes: auxilia na redução do desemprego e no fortalecimento da economia, além de otimizar recursos de infraestrutura urbana. Porém, é preciso que o poder público acompanhe com atenção este movimento, de modo a dar suporte para estes empreendimentos.
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