OPINIÃO

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Falta de vacinas é inaceitável

Tribuna do Norte

| Edição de 27 de fevereiro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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É preocupante e também lamentável o atraso constante no envio de vacinas e medicamentos pelo governo federal aos estados e municípios. O estoque desses itens já está baixo no Paraná e algumas vacinas começam a faltar. É preciso corrigir esse problema urgentemente.

Na região da 16ª Regional de Saúde (RS), com sede em Apucarana e que abrange 17 municípios da região, a vacina contra Hepatite A já está em falta. Essa situação se repete na maioria das regionais de saúde do Paraná. Substâncias importantes, como remédios para evitar rejeição de órgãos transplantados e de combate ao Aedes aegypti, por exemplo, estão faltando em alguns municípios.

De acordo com o governo do Paraná, apenas 39% das vacinas contra hepatite A solicitadas pelo Programa Estadual de Imunização foram enviadas pelo Ministério da Saúde. É a mesma porcentagem enviada de vacinas também contra hepatite B. No caso da Tetraviral, vacina aplicada aos 15 meses de vida da criança que protege contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela, o Paraná só recebeu 26% do solicitado.

Ou seja, é bastante provável que o Estado sofra com a falta dessas vacinas caso não haja uma reposição rápida. Até porque o índice enviado está bem abaixo do solicitado pelo governo estadual.

Essa situação é preocupante. O calendário de vacinação não pode ser prejudicado. Qualquer problema nessa área da saúde pública pode representar um grande risco de infecção nas mais diversas doenças. Certamente, o governo federal explicará aos estados o porquê desse atraso na demanda e regularizará a situação. Não se brinca com saúde pública.

Até porque são inaceitáveis esses constantes atrasos na entrega de medicamentos, vacinas, soros e insumos por parte do Ministério da Saúde. A descontinuidade no tratamento é lamentável e preocupante em todos os sentidos.

A Secretaria Estadual da Saúde do Paraná precisou adotar estratégias de remanejamento dos imunobiológicos e de otimização das doses para atender a demanda. É claro que isso não é o ideal. Portanto, é preciso normalizar imediatamente essa situação no País.