As dívidas herdadas pela atual gestão em Apucarana estão custando muito caro para o município. A Prefeitura já pagou R$ 70 milhões em débitos, sendo R$ 30 milhões em precatórios, e deve ainda R$ 64 milhões. Diante das mudanças nas condições de parcelamento, a Prefeitura não consegue obter uma certidão negativa de débitos junto ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).
Com isso, obras importantes não são realizadas. O prefeito Beto Preto (PSD) conseguiu junto ao Fomento Paraná recursos de R$ 4 milhões para novos acessos ao município pelo Contorno Sul, com drenagem e pavimentação nas ruas Nova Ucrânia e Cristiano Kusmaull. No entanto, essa verba está condicionada a uma certidão referente aos precatórios devidos por Apucarana.
O quadro revela a irresponsabilidade de ex-prefeitos do município, que deixaram para a atual administração dívidas que deveriam ter sido quitadas dentro de suas gestões. Hoje, Apucarana tem a maior dívida per capita do Paraná referente a precatórios. É algo que traz reflexos graves às finanças do município.
A Prefeitura paga mensalmente cerca de R$ 1,15 milhão de precatórios, o que deve resultar num montante de R$ 13,8 milhões apenas em 2018. São atualmente 1.122 precatórios inscritos na fila para pagamento, que é controlada pelo Tribunal de Justiça do Estado. Segundo estimativa da Procuradoria-geral do município, outros 900 precatórios estão tramitando para também ingressar nessa mesma fila.
Quem paga o preço por essa irresponsabilidade de ex-gestores é o cidadão. Obras fundamentais para cidade, como é o caso dos novos acessos pelo Contorno Sul, deixam de ser realizadas ou atrasam por conta dessas dívidas que inviabilizam a atual gestão. Esse dinheiro que sai para pagar débitos antigos discutidos judicialmente poderiam ser usado em pavimentação asfáltica, construção de escolas, creches e postos de saúde, entre outras inúmeras melhorias. Como exemplifica o prefeito Beto Preto, esse dinheiro dos precatórios seria suficiente para reurbanizar e modernizar as três principais entradas de Apucarana, ao custo de cerca de R$ 20 milhões, e refazer toda a malha asfáltica do Núcleo João Paulo, com mais R$ 4 milhões, entre outras obras.
Os precatórios mostram o fardo oriundo desses ex-prefeitos. Gestões temerárias, principalmente dos 12 anos anteriores ao prefeito Beto Preto, deixaram uma herança prejudicial e que que ainda custará muito para os apucaranenses.