OPINIÃO

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Força do interior ganha aval do governo do estado

Da redação

| Edição de 24 de março de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A presença do governador Beto Richa (PSDB), anteontem em Londrina, sinaliza a importância estratégica do Plano Metrópole Paraná Norte. A iniciativa, nascida de tratativas discutidas entre lideranças regionais - políticas e do empresariado - objetiva garantir o desenvolvimento regional do chamado eixo norte, que abrange Londrina, Apucarana e Maringá. 
A ideia é basear o crescimento em potencialidades mas com um projeto integrado de desenvolvimento que beneficie não um ou outro município, mas a região como um todo. 
Para tanto, o primeiro passo ficará sob a responsabilidade de uma consultoria especializada, contratada pela Secretaria do Planejamento e Coordenação Geral com recursos do Banco Mundial (Bird). A consultoria vai elaboração do plano de trabalho que inclui contextualização da região e a elaboração de um plano de ação conjunto.
O projeto é ambicioso e abarca uma das regiões mais importantes do Estado. O Plano da Metrópole Paraná Norte inclui 15 municípios: Apucarana, Arapongas, Cambé, Cambira, Ibiporã, Jandaia do Sul, Jataizinho, Londrina, Mandaguaçu, Mandaguari, Marialva, Maringá, Paiçandu, Rolândia e Sarandi. 
Por envolver duas das maiores cidades do Estado - Londrina e Maringá ficam em segundo e terceiro lugar em número de habitantes no Estado, respectivamente, o plano implica em um universo de 1,5 milhão de habitantes, o que equivale a 15% da população do Estado. 
A ideia de promover soluções únicas para o Norte paranaense não é algo novo. Pelo contrário, a ideia de uma grande região metropolitana, o Metronorte, vem sendo discutida desde a década de 70. Mais tarde, o projeto ganhou contornos mais econômicos com o Arco Norte, que previa um esforço conjunto em investimento de infraestrutura e logística.
Atualmente, a discussão não foi completamente esquecida dentro do projeto do Trem Pé Vermelho, uma composição de passageiros que interliga os municípios do eixo Londrina-Maringá e anda a passos lentos.
Não há dúvidas que todos os municípios envolvidos têm muito a ganhar com a elaboração de um projeto de crescimento conjunto. Na verdade, além dos 15 municípios citados, o projeto também alavanca diretamente outras tantas cidades que se encontram na mesma área. Profissionalizar esse direcionamento - com uma análise de mercado determinante das ações a serem tomadas - é um bom início para o Plano Metrópole Paraná Norte. Atualmente, a região já corresponde a 14% do PIB paranaense e vem somando a cada ano ótimos índices de empregabilidade e crescimento. Dar a devida importância à interiorização da economia do estado é uma ferramenta de desenvolvimento do futuro do estado.