Primeiro foram as indústrias de móveis que esparramaram-se pelo nosso cenário, a ponto de tornar a nossa cidade num importante polo moveleiro, com expressão nacional; depois vieram as empresas do ramo de alimentos, com destaque para o Moinho de Trigo Arapongas, a Prodasa, as empresas do grupo Pennacchi e a Uniport. Nesse trabalho, os empreendedores à frente e os trabalhadores fazendo a sua parte, geraram divisas e riquezas para o Município, sem contar os impostos, o ICMS e o valor agregado registrado. Sobre este último, é dever registrar que essas atividades tiveram importância capital para que Arapongas esteja situada entre as 15 maiores cidades do Paraná no índice de ICMS. O nosso comércio e prestação de serviços se firmaram principalmente pelo pujança das ações do nosso parque industrial.
E preciso, porém, avançar. Devemos continuar prestigiando as indústrias moveleiras e de conjuntos estofados, afinal de contas já possuem experiência e know how suficientes para alavancar a nossa economia; mas, de outro lado, devemos estimular o crescimento do setor alimentício, estimulando a implantação de novas empresas dessa área na cidade, seguindo uma vocação já iniciada. O setor de vestuário também deve merecer a nossa atenção, pois regionalmente há exemplos de destaque, principalmente em Apucarana, Maringá e Cianorte. Poderíamos empreender esforços com o objetivo de atrair empresas desse ramo para Arapongas. Também, seria importante que atraíssemos empresas de tecnologia e informática, pois muitas delas trabalham na produção de software, com potencial para gerar valor agregado.
Não podemos perder de vista essa questão, porque o ICMS se constitui na maior fonte de receita do Município de Arapongas. E, em segundo lugar, vem o FPM. E é pelo valor agregado que se forma o índice de participação dos municípios no bolo de ICMS. Daí termos presente a importância das atividades industriais, que geram, por si, o acréscimo de valor agregado, e ainda contribuem, pelos salários que pagam aos seus trabalhadores, para que o comércio gere valor agregado, em função dos produtos que comercializa.
Sobre esse assunto cabe um parágrafo especial. Quais as atividades que geram valor agregado em favor dos municípios? Bem, em primeiro lugar, é de destacar que uma empresa pode obter isenção de ICMS ou ter postergado recolhimento do tributo, o chamado diferimento, seja pela comercialização no próprio estado ou em outras unidades da federação, que o valor agregado é contabilizado. O mesmo raciocínio vale, por exemplo, no caso das montadoras que acorreram para Curitiba e RMC no período do ex-governador Jaime Lerner.
É de destacar que as atividades agropastoris e silvícolas geram a necessidade da expedição da Nota do Produtor Rural e o seu valor cheio é considerado valor agregado. Já as atividades de tecnologia e informática possuem duas vertentes: uma delas é a prestação de serviços que implica no recolhimento do ISS (Imposto Sobre Serviços); de outro lado9, nessa área há atividades que operam na comercialização dos produtos que produzem. E o caso do software, resultando, nesta última circunstância, na geração de valor agregado.
Em linhas gerais, as atividades que contribuem para a elevação do índice de ICMS do município são as atividades industriais, comerciais e agropastoris e silvícolas e a prestação de serviços nas áreas de telecomunicação e transporte intermunicipal e interestadual.
E bom ter presente que as atividades comerciais e prestadoras de serviço têm grande dependência das atividades industriais, porque sem elas não haveria renda suficiente para movimentar os outros setores da economia, a menos que se trate de polos regionais.