O atropelamento de um adolescente na Avenida Minas Gerais, em Apucarana, nesta semana, reabriu o debate para o problema de segurança nessa via. Prolongamento da BR-376, a avenida é a campeã de acidentes na cidade. Com grande fluxo de veículos, incluindo caminhões e ônibus, esse trecho urbano precisa de algumas intervenções, principalmente para proteger pedestres e ciclistas.
O adolescente atropelado é um estudante de 13 anos do Colégio Polivalente, que voltava da escola quando ocorreu o acidente. Ele foi cruzar a pista, quando acabou atingido em cheio por um veículo. O garoto sofreu ferimentos graves e foi encaminhado ao Hospital da Providência. Segundo as últimas informações, o menino passou por uma cirurgia e está em recuperação. Seu quadro requer cuidados.
O atropelamento ocorreu no cruzamento entre a Avenida Minas Gerais e as ruas Severino Cerutti e Silva Jardim. O trecho é passagem para estudantes de vários colégios da região, incluindo o Polivalente, Platão, Anchieta e Joaquim Vicente de Castro. Por isso, a necessidade de discutir alternativas para garantir mais segurança aos pedestres.
No local do acidente, por exemplo, o risco é imenso para quem precisa atravessar a rodovia a pé. O semáforo de três tempos não dá opção para a passagem segura dos pedestres. Isso porque o motorista que vem do sentido Curitiba-Apucarana sempre encontra o sinal aberto, com passagem pela direita. Ou seja, em qualquer momento, o transeunte precisará ficar parado no meio da pista ou se arriscar para atravessar a avenida.
Essa situação é inaceitável. É preciso buscar alternativas nesse ponto, porque o risco de atropelamentos é um problema histórico e grave na "Minas Gerais". Se não houver intervenção do poder público, certamente, esse tipo de ocorrência vai se repetir.
Após o atropelamento, foram inúmeros os desabafos e comentários de usuários da avenida reclamando de problemas de infraestrutura. Se a construção de passarelas é cara demais e inviável do ponto de vida urbanístico, é preciso buscar outras alternativas. Não ter tempo para pedestre em um semáforo, como é esse caso, é inaceitável. Passou da hora de achar uma solução.