OPINIÃO

min de leitura - #

Investimento em tecnologia não pode priorizar áreas

Da redação

| Edição de 11 de maio de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.


O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), do Ministério das Cidades, apresentou, anteontem, o funcionamento da nova tecnologia de QR Code na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Incluída junto com o pacote de mudanças anunciadas no ano passado relativas ao documento, a medida já está valendo desde o último ida primeiro e mais de 300 mil CNHs já foram emitidas com o novo código de segurança.
A tecnologia permitirá que os dados dos motoristas brasileiros sejam acessados pela leitura código, que dará acesso ao banco de dados do Denatran, onde estará uma versão digital da CNH, com dados biográficos e foto do titular. A grande vantagem do sistema adotado é a possibilidade de verificação imediata da validade do documento, inibindo fraudes.
O código é gerado pelo Denatran e pode ser lido por meio do aplicativo Lince, desenvolvido pelo Serpro - uma empresa pública de prestação de serviços em tecnologia da informação -, e estará disponível para download nas lojas de aplicativo dos smartphones. Isso implica que não apenas os agentes de trânsito, mas qualquer agente ou cidadão interessado poderá ter acesso à tecnologia de verificação.
A tecnologia é uma ferramenta fundamental na prestação de serviços do poder público ao cidadão e começa a ganhar força no país. O Brasil, neste quesito, é pioneiro em alguns setores. Caso, por exemplo, da declaração do Imposto de Renda, há anos feita de maneira online, e da urna eletrônica, que agilizou e deu maior segurança ao processo eleitoral. Atualmente, o sistema está tendo nova atualização com a adoção da biometria. O sistema, já adotado nas últimas eleições em Apucarana, está chegando a mais três comarcas da região: Arapongas, Jandaia do Sul e Marilândia do Sul. Mas próximas eleições, 10 municípios já terão coletado as digitais e adotado o sistema biométrico para identificação dos eleitores.
Além de trazer mais segurança, o aparato digital facilita a vida do cidadão e traz um ganho adicional ao governo em forma de informações que podem ser usadas de várias possibilidades. O banco de dados da Justiça Eleitoral, por exemplo, é bastante eficiente na localização de pessoas.
Infelizmente, o investimento anda mais rápido em determinados setores. Na área tributos e de trânsito, que geram recursos diretos para o Estado na forma de impostos, taxas e multas, a informatização caminha de modo bem mais célere que em outros.
É preciso priorizar o investimento em tecnologia também em outras áreas. Na saúde, por exemplo, o Ministério de Saúde tenta implantar, com muito atraso, o prontuário eletrônico do SUS. O sistema, obrigatório, já extrapolou o prazo exigido sem ter se tornado realidade efetiva em todo país. Tecnologia tem que funcionar a serviço do bem estar do cidadão e não apenas das necessidades do Estado.