A liberação de recursos para a remodelação completa da Avenida Cristiano Kussmaul, na região oeste de Apucarana, pelo governador Ratinho Junior nesta semana vem para satisfazer uma demanda há muito tempo esperada pela população daquela região, em especial os moradores do Jardim Interlagos. O papel cumprido neste caso pelo Governo do Estado é justamente dar um suporte fundamental ao município para que ele possa crescer e se desenvolver. A cessão do dinheiro à cidade é bem-vinda, mas também demonstra haver um desequilíbrio financeiro nas esferas governamentais, uma das principais reclamações de prefeitos da região.
Até o início da década de noventa, a Rua Cristiano Kussmaul era uma via rural de ligação da cidade com o Contorno Sul. A partir da criação do Residencial Interlagos, ela ganhou importância no contexto urbano e surgiu a necessidade de adequação à crescente demanda de tráfego na região.
O Residencial Interlagos foi criado em setembro de 2000, sendo projetado na época com 1.850 lotes. No entanto, posteriormente, muitos lotes foram subdivididos, sendo uma das características do bairro a construção de casas geminadas. A subdivisão aumenta a capacidade de moradia dos lotes, fazendo com que duas famílias possam viver em um espaço projetado primeiramente para apenas uma unidade familiar. Ou seja, a região tem como marca ser densamente povoada.
O crescimento daquela região da cidade tem dependido diretamente de recursos estaduais e federais. Dos quase R$ 600 mil para a construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro, quase 70% vem de uma emenda parlamentar federal. Já para a construção da escola municipal, ao custo de R$ 4,4 milhões, quase 80% também vem através de emenda.
Isto mostra a dependência financeira por parte dos municípios para obras de grande porte. Justamente as obras que transformam a vida das pessoas, como a reforma da ‘Cristiano Kussmaul’. Esta é uma reclamação constante das prefeituras e que afeta diretamente a eficiência do poder público.
O povo, que paga imposto, vê seu dinheiro galgando os degraus governamentais até Brasília para depois fazer o caminho de volta galgando os degraus governamentais até Brasília para depois fazer o caminho de volta, retornando em melhorias. No entanto, quanto mais longe as verbas públicas ficam da população, mais fácil elas podem se perder, seja no emaranhado burocrático da máquina estatal, seja através de desvios escusos.
Os municípios precisam ter mais autonomia financeira para investir em projetos que façam as cidades, os bairros e os distritos se desenvolverem. Esta é uma reforma extremamente importante, que pode acelerar o crescimento do Brasil.
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