OPINIÃO

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Nova política de preços da Petrobras afeta consumidor

Da Redação

| Edição de 27 de setembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A política de preços adotada pela Petrobras precisa ser revista. Implantado em julho deste ano, o novo mecanismo para definir os preços dos combustíveis e também do gás de cozinha tem prejudicado o cidadão. São sucessivas altas. Quando os valores caem, dificilmente essa redução chega ao consumidor final. É necessário ajustar essa situação, diminuindo os prejuízos do cidadão. 

Com a nova política de preços, a Petrobras pode fazer alterações diárias para manter a competitividade frente às variações no mercado internacional. Por exemplo, no começo de outubro, a estatal reajustou os preços da gasolina e do diesel nas refinarias por conta da passagem do furacão Harvey, nos Estados Unidos. A área comercial da Petrobras tem liberdade para promover as variações desde que fiquem dentro do teto de até 7% para cima ou para baixo.
A população, de modo geral, não tem aprovado essas intervenções nos preços. Ontem, por exemplo, entrou em vigor reajuste de 6,9% o preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) para uso residencial, vendido em botijões de até 13 kg, como é conhecido o gás de cozinha. Segundo a empresa, o reajuste repassa a variação de preços do mercado internacional ao longo de agosto.
É o segundo reajuste do gás de cozinha em setembro. No começo do mês, a alta chegou a 12,2%. A reclamação do consumidor é muito grande. Até mesmo os revendedores dos botijões protestam contra essas altas sucessivas, diante da grande reclamação da população a cada novo aumento anunciado. 
Especialistas defendem essa nova política de preços da Petrobras, argumentando que é preciso respeitar a oferta e demanda do mercado internacional. No entanto, o problema, mais uma vez, é o longo caminho até chegar ao consumidor final. Se essa política é acertada, então o governo precisa buscar mecanismos de fazer valer também esses ajustes quando os preços são reduzidos. Eis o problema. Quando a Petrobras anuncia redução dos valores praticados, esses novos preços não chegam ou demoram muito para chegar às bombas dos postos de combustíveis ou às revendas de gás. Em outras palavras, apenas os reajustes são aplicados imediatamente. 
Essa situação é inaceitável. A população não pode sofrer com reajustes sequenciais, enquanto as reduções de preços raramente chegam ao consumidor. Essa política de preços não está funcionando para o cidadão, o principal interessado.