OPINIÃO

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Nova política de preços da Petrobras gera polêmica

Da Redação

| Edição de 09 de novembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A nova política de preços adotada pela Petrobras é alvo de muitas críticas. Desde junho, os preços dos derivados de petróleo são revisados quase que diariamente. Na maioria dos casos, os valores são reajustados, gerando aumento no custo de vida da população, principalmente a mais carente. 

O gás de cozinha registra a maior alta. De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), o preço do produto nas refinarias subiu 66,1% desde a semana anterior à posse do presidente Michel Temer (PMDB). Gasolina e diesel têm aumento menor desde a mudança no comando da Petrobras, de 17% e 9%, respectivamente, pressionados também pela alta nas alíquotas de PIS/Cofins no fim de julho. 
A Tribuna trouxe ontem matéria mostrando como a mudança de valores nas refinarias chegou ao consumidor em Apucarana. O gás de cozinha passou de R$ 60 em novembro do ano passado para R$ 75 neste mês, um aumento de 25%. O reajuste para o consumidor não acompanhou a alta nas refinarias por conta da concorrência. Muitas revendas estão cortando suas margens de lucro para não repassar integralmente o reajuste. 
Já o litro da gasolina era vendido na cidade a 
R$ 3,79 em novembro do ano passado. Hoje, o valor está na casa dos R$ 4,19, uma alta de 10,55%, o que representa quase quatro vezes a inflação do período, que foi de 2,54%. 
Ao lado da conta de luz, o gás de cozinha tem sido um dos maiores fatores de pressão no IPC-C1, índice da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que mede a inflação das famílias que ganham entre R$ 937 a R$ 2.342.
Gás e energia consomem 6,5% no orçamento das famílias de baixa renda. Neste ano, segundo a FGV, os reajustes elevaram em quase 11% os gastos delas com os dois produtos.
A Petrobras argumenta que os aumentos refletem a variação das cotações no mercado internacional. 
No entanto, é indiscutível que a população mais simples é a principal prejudicada com essa variação dos preços. O reajuste do combustível provoca um “efeito cascata”, atingindo outros produtos, especialmente hortifrutigranjeiros. 
Essa política de preços vem sendo prejudicial ao cidadão mais simples. É preciso rever esse mecanismo se as cotações não voltarem para os patamares normais. Caso contrário, a população de baixa renda terá suas finanças corroídas.