A corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apresentou nesta semana uma nova versão do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), que entrará em funcionamento no primeiro semestre do ano que vem com o objetivo de facilitar a adoção de crianças que aguardam por adoção em instituições de acolhimento de todo o país.
Atualmente, para cada criança disponível para adoção há cinco pretendentes. São 44,2 mil pretendentes e 9 mil crianças e adolescentes cadastrados para adoção. Na região, os números são mais discrepantes. Somadas as comarcas de Apucarana e Arapongas são 56 famílias na fila de espera e apenas uma criança disponível para adoção.
Criado há 10 anos, o CNA objetiva exatamente dar mais agilidade ao processo, criando pontes entre pretendentes e crianças e adolescentes sem lar. Antes da implantação desse dispositivo, as famílias interessadas tinham que entrar com processos em diferentes comarcas para ampliar a chance de efetivar uma adoção.
Com o cadastro, no momento em que um juiz insere os dados de uma criança no sistema, ele é informado automaticamente se há pretendentes na fila de adoção compatíveis com aquele perfil. O mesmo acontece se o magistrado cadastra um pretendente e há crianças que atendem àquelas características desejadas. Isso permite que o sistema encontre perfis de crianças e pretendentes que vivem em estados e regiões diferentes.
A atualização do CNA promete ampliar ainda mais esse processo. O novo sistema vai integrar, por exemplo, informações do antigo Cadastro Nacional de Crianças Acolhidas do CNJ, no qual 47 mil crianças que vivem em instituições de acolhimento em todos os estados estão cadastradas. São crianças que ainda não estão habilitadas, mas que potencialmente podem passar por esse processo, que pode ser agilizado tendo em vista uma possibilidade real de adoção.
A nova versão vai permitir também a inclusão de fotos, vídeos, desenhos e cartas por parte das crianças e adolescentes como forma de dar visibilidade aos pedidos de adoção.
A medida é uma forma de tentar quebrar os paradigmas da adoção responsáveis por travar o processo, principalmente em relação a expectativa dos pretendentes em relação à idade, sexo ou etnia da criança a ser adotada. Apesar de muito ter se avançado nesse sentido e o número de adoções de crianças maiores de 3 anos e adolescentes ter crescido, ainda há uma preferência maior por bebês. Dar mais visibilidade para as crianças que estão fora dessa classificação pode ajudar a fazer a diferença.
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