OPINIÃO

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O desmoronamento da Pátria

​Por Elza e Flavio Rezende, de Apucarana

| Edição de 13 de julho de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Assim como o imenso transatlântico Titanic, obra-prima e orgulho da engenharia naval da época, o Brasil também corre o risco de ir à bancarrota. O navio era considerado insubmersível por seus construtores, que tiveram a arrogância de dizer que nem mesmo Deus poderia destruí-lo, mas foi a pique em sua viagem inaugural ao atingir um iceberg, matando mais de 1,5 mil passageiros, pois não havia botes e salva-vidas suficientes para todos. 

O Brasil, um continente em extensão territorial e de imensos recursos naturais, segue rumo ao abismo. Essa grande nação vem sendo maltratada durante tanto tempo por uma classe política incompetente, corrupta e impatriótica. O único setor da economia que funciona a contento é o agronegócio, que agora foi contemplado por uma safra recorde. Entretanto, só esse segmento não é suficiente para manter o país em funcionamento. 
Os setores industrial e de serviços patinam. Sem sua participação, a estagflação caminha. O desmanche já iniciou há algum tempo e se acentua a passos largos. 

stados e municípios falidos, grande parcela da população – cerca de 70% - está endividada e sem nenhuma condição de honrar seus compromissos a longo prazo. São quase 14 milhões de desempregados, alguns vivendo de bico, outros passando fome, e o povo perplexo sem saber de fato o que acontece. Alguns acreditam nas promessas vans desse governo, outros que a volta do Lulopetismo - que foi o artífice satânico da situação caótica e desastrosa em que nos encontramos, da corrupção endêmica, da falta de gestão e de planejamento-, seja capaz de recuperar a economia. 

Governos - Federal, Estaduais e Municipais - massacram os contribuintes e, quanto mais arrecadam, mais aumentam a sua ânsia arrecadadora. Não há limites para a cobrança de impostos. Os reajustes do IPTU e dp ISS são constantemente reavaliados e do IPVA idem. Já a tabela do Imposto de Renda (IR) não é reajustada há muito tempo e governos estaduais reajustam todas as suas taxas. É como se o governo federal dissesse: “Tomem o que ainda não tomamos”.

A carga tributária (35%), que já é brutal, uma das maiores do planeta, sem retorno, ainda corre o risco de ficar maior. Afinal, trabalhamos seis meses ao ano só para pagar impostos e a reforma tributária não sai da planilha. Os congressistas não têm interesse. 
A desmobilização da Polícia Federal já começou. A emissão de passaportes já foi suspensa e policiais rodoviários federais tiveram suas atividades de fiscalização de rodovias reduzidas, o que fará a alegria dos contraventores, embora digam o contrário. Na prática, a força-tarefa da Lava Jato acabou e o motivo da extinção não é outro se não a proteção dos políticos corruptos. Essa operação prendeu vários políticos e empresários, doleiros, funcionários da Petrobras, etc., recuperou somas vultosas de dinheiro do exterior e em paraísos fiscais. Ela se tornou incômoda para os políticos corruptos, e esse é o verdadeiro motivo de sua asfixia financeira e desmanche. Caminhamos céleres para o Armagedon. Só um pacto social nacional que envolva a todos, sem distinção, poderá nos salvar. Que Deus no ajude.