O desrespeito às vagas de estacionamento de idosos e também de deficientes físicos é um grave problema no trânsito de Apucarana. São inúmeros os flagrantes desse tipo de conduta deplorável de muitos motoristas, que não se constrangem em parar nas vagas delimitadas. Esse desvio de comportamento mostra que estamos muito longe de alcançar a tão almejada consciência no trânsito, que tem como principal pilar o respeito ao próximo.
De 1º de janeiro a 19 de dezembro, 354 motoristas foram multados por estacionar em vagas de idosos na área central, segundo dados do Instituto de Desenvolvimento Pesquisa e Planejamento (Idepplan). O número é 30% maior em comparação a todo ano anterior. Por outro lado, o Idepplan aponta uma redução de multas por estacionar em vagas de deficientes físicos. Neste ano, 158 motoristas foram multados por estacionar em vagas de deficiente físico contra 267 em todo o ano passado, o que representa uma queda de 40%.
Esses dados servem apenas de parâmetro para o problema em Apucarana. A fiscalização é falha na cidade. Com isso, a maioria das infrações não é punida, passando à margem das estatísticas.
O município precisa, é verdade, ampliar o monitoramento. É notório o desrespeito às vagas na área central da cidade. Quem gira pelo centro em busca de uma vaga flagra diariamente motoristas estacionando em locais destinados a deficientes e também a idosos. Não há constrangimento algum em burlar a lei.
De acordo com a legislação municipal, 5% das vagas de estacionamento devem ser reservadas às pessoas idosas e 2% para deficientes físicos. Em Apucarana, são 1,2 mil vagas monitoradas pelo sistema de estacionamento rotativo. Deste montante, 65 são para esse público. Mesmo assim, muitos motoristas utilizam essas vagas para estacionar, um absurdo que revela a falta de educação no trânsito e também de respeito ao próximo.
É preciso ampliar a fiscalização para acabar com esse abuso. Por outro lado, é fundamental insistir nas campanhas de conscientização, visando atingir o motorista do futuro. Somente mudando o perfil dos nossos condutores é que será possível transformar a realidade. É um trabalho árduo e desafiador, mas que precisa ser permanente. Mesmo que isso demore anos, é fundamental lutar contra essa desinteligência de tantos motoristas.